O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) visitará o ex-presidente Fernando Collor de Mello em sua casa, em Maceió (AL), onde cumpre pena de oito anos e dez meses de prisão, na próxima segunda-feira (5/1). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a visita nesta sexta (2/1).
Paulinho poderá visitar o ex-presidente das 10h às 18h. O vice-presidente nacional do Solidariedade, Felipe Antonio do Espírito Santo, também foi autorizado a encontrar Collor ao lado do deputado federal. Ambos alegaram a necessidade de uma “visita institucional e humanitária” ao ex-presidente ao defendê-la.
Em petição apresentada na última quarta-feira (31/12), às vésperas do Réveillon, Paulinho e Espírito Santo prometeram “respeitar tempo, local e condições a serem fixados” por Moraes, “não registrar imagens, vídeos ou áudios” da visita a Collor e “não divulgar conteúdo da visita por qualquer meio”.
Com bom trânsito no STF, Paulinho relatou o “PL da dosimetria", proposta para reduzir as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. O texto foi aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado e Lula já prometeu vetá-lo.
Collor está em domiciliar há oito meses. O ex-presidente chegou a ficar detido no Presídio Baldomero Cavalcante de Oliveira após a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro transitar em julgado, mas Moraes concedeu a domiciliar seis dias depois em razão de sua saúde, agravada pelo Parkinson e pela idade de 75 anos.
O ministro ameaçou revogar a domiciliar humanitária há cerca de dois meses após a tornozeleira eletrônica de Collor permanecer 36 horas desligada no dia seguinte à saída do presídio. Entretanto, a defesa do ex-presidente atribuiu o problema a uma falha, alegou que o equipamento teria sido entregue já sem bateria e Moraes manteve o benefício.
Collor foi condenado após receber R$ 20 milhões em propina, entre 2010 e 2014, ainda quando senador, para beneficiar a UTC Engenharia em contratos com a BR Distribuidora para construir bases de distribuição de combustíveis. O ex-presidente foi delatado à época pelo empresário e doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato.










