A começar pelos presidentes das duas Casas: Hugo Motta, da Câmara Federal, Davi Alcolumbre do Senado.

É bom destacar que os dois não são de oposição, apenas e tão somente integram o grupo dos fisiológicos, prontos para agir sempre em benefício próprio.

A última do Motta: ele segurou o projeto que podia alcançar o dono da Refit – a maior sonegadora do país -, que o recebeu em um jantar especial em Nova Iorque. 

Também é suspeito da velha rachadinha no seu gabinete de moderno deputado.

Que figura trágica!

Foi a herança que Arthur Lira deixou na presidência da Câmara, em aliança com seus notórios cabeças do Centrão.

Alcolumbre, por sua vez, tem usado suas prerrogativas não para defender seus pares, mas para dar o recado de que com ele ninguém pode, do alto dos seus 200 mil votos.

Essa turma confunde – ou tenta fazê-lo - independência com vingança: pauta matérias que os bolsonaristas de raiz querem para lacrar nas redes sociais, derrubando-as. Ou, no mínimo, arrancar mais mimos do Planalto.  

Vou repetir: sou e continuo parlamentarista.

Talvez sofrêssemos muito até que descobríssemos a importância e o respeito que o voto no parlamento merece.

É assim: se não respeitamos o nosso voto, os votados também não nos respeitam.