A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aprovou, por unanimidade, a criação de uma política de cotas para pessoas transexuais nos cursos de graduação. A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário (Consuni) e recebeu elogios da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Alagoas (PRDC).

Em nota, o órgão do Ministério Público Federal destacou que a iniciativa representa um avanço na promoção da igualdade de oportunidades e reforça o compromisso da universidade pública com os direitos humanos, a diversidade e a inclusão. Com a medida, a Ufal passa a integrar o grupo de instituições de ensino superior que adotam políticas voltadas à ampliação do acesso de pessoas trans ao ensino superior.

A PRDC ressaltou ainda que a decisão do Consuni e a condução do processo pela Reitoria da Ufal refletem o papel da universidade na valorização da pluralidade e no fortalecimento da cidadania.

Entre as atribuições da Procuradoria estão a defesa dos direitos humanos e a fiscalização de políticas públicas nas áreas de educação, saúde, igualdade racial e direitos das populações LGBTQIAPN+.

O órgão reafirmou apoio às ações que consolidam a inclusão e o respeito à diversidade como fundamentos de uma sociedade mais justa e igualitária.