Quando falamos “esquerda”, não estamos falando do Partido dos Trabalhadores, do PSOL ou do PCdoB apenas. Estamos falando da mentalidade esquerdista que, aqui no Brasil, é dominada pelos admiradores do socialismo e do comunismo. Aliás, foi exatamente isso que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, falou na quarta-feira (11), durante o julgamento que responsabiliza as big techs pelos conteúdos postados: “Somos todos admiradores do regime chinês, do Xi Jinping”.
No fundo — mas não tão fundo assim — todo esquerdista é um autoritário e também adorador de tiranos. Os admiradores de Xi Jinping e de Stalin, o ditador soviético, não suportam o contraditório ou a diversidade de opiniões. Se acham os editores da sociedade. Os escolhidos para mudar o mundo na base da pancada.
Como não conseguem vencer no discurso — método democrático para transformação social — eles recorrem a prisões e assassinatos de opositores. Antes de chegarem a tanto, eles calam seus adversários políticos. No Brasil, já atingimos esses dois níveis: o do silêncio e o da prisão. E eu não vou nem tocar no assunto do atentado contra a vida de Bolsonaro em 2018.
Na última terça-feira (10), tivemos o julgamento de Jair Messias Bolsonaro e grande parte de seus ministros e assessores pelo mesmo STF que quer censurar as redes sociais. Claramente, um julgamento político, de “disse me disse”, de boataria. Não há provas de crimes, muito menos de golpe. O Procurador-Geral da República acusa os pensamentos e as palavras dos réus. O juiz, que também é vítima e acusador, pergunta: “O que falaram sobre mim nessa reunião?”. É um verdadeiro espetáculo político.
Observe como é simbólico este momento histórico em que vivemos: por quais canais as ideias de direita tomaram força nas eleições de 2018 e 2022? Redes sociais. Quem tem aprovação popular e possibilidade de vencer Lula em 2026? Bolsonaro. A direita.
É uma narrativa para prender um opositor político. “Coincidentemente”, acontece o que Lula disse em 2023 para a CNN: “Bolsonaro não tem nenhuma chance de voltar à Presidência da República, agora, vai depender da nossa capacidade de construir a narrativa correta.”
Realmente, eles são admiradores da China e da Rússia, porque é exatamente isso que acontece por lá. Por duas frentes de batalha, a esquerda destrói a democracia brasileira. A primeira delas: prendendo opositores políticos. A segunda: retirando das redes sociais todas as críticas ao governo e ao STF. Golpe de mestre. Aliás, golpe de ditador.
