Um dos alvos da Operação Blefe, realizada pela Polícia Federal (PF) com apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), que mirou membros de uma organização criminosa que se estabeleceu em Maceió para lavar dinheiro do tráfico, morreu após ser baleado por policiais que cumpriam um mandado de prisão contra ele, nesta quinta-feira (11).

O homem se encontrava em um prédio de alto padrão no bairro da Jatiúca, parte baixa da capital alagoana, e quando percebeu a ação dos agentes tentou reagir e acabou baleado. Um vídeo divulgado nas redes sociais, mostra o momento em que o suspeito é carregado pelos policiais militares até uma caminhonete da corporação. 

Ele foi levado até o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu os ferimentos e horas depois veio a óbito. O corpo do suspeito será recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) onde passará pelos procedimentos de necropsia para ser liberado para sepultamento.

A Operação

Os policiais da PF e do BOPE cumprem no início desta manhã hoje, três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, na cidade de Maceió, visando reprimir as ações dos criminosos e colher maiores provas dos crimes praticados em Alagoas, bem como identificar outras pessoas envolvidas na lavagem de dinheiro.

As investigações tiveram início quando policiais federais tomaram conhecimento de que integrantes de uma facção criminosa que domina o tráfico de drogas no oeste baiano teriam fixado residência nesta capital e estariam fazendo uso de falsas identidades para fugir da Justiça e para a aquisição de bens em nome de terceiros.

Foi apurado ainda que, apesar de não trabalharem ou possuírem fontes de renda lícitas, os investigados ostentavam elevado padrão de vida, passando o dia em restaurantes de praia badalados e andando em veículo importado de alto valor

Durante as diligências os policiais confirmaram a falsidade ideológica e descobriram que um dos investigados é foragido da Justiça paraibana.

Os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro falsidade ideológica e participação em organização criminosa, previstos nos artigos 1º, da Lei nº 9.613/98, art.299 do Código Penal e art. 2º, da Lei 12.850/13, podendo pegar mais de 20 anos de reclusão se condenados, a depender do grau de participação de cada um.

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