Um dos maiores nomes do futebol do Brasil e do mundo, Mário Jorge Lobo Zagallo, o único tetracampeão mundial de futebol, morreu nessa sexta-feira (05), no Rio de Janeiro, aos 92 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do ex-jogador.
Veja abaixo a nota de pesar publicada nas redes sociais do ex-atleta e ídolo do futebol:
“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.
Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.
Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa.”
Carreira
Nascido em Atalaia, interior de Alagoas, Zagallo e foi para o Rio de Janeiro com apenas 8 meses de vida. Morou na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio e, mais adiante, passou pelas categorias de base do América, que tinha sede na Tijuca, antes de se transferir para o Flamengo.
Aos 18 anos, foi convocado para servir o Exército, e foi a partir daí que ele deu início à relação com copas do mundo. Fez a segurança das arquibancadas do Estádio do Maracanã, na fatídica derrota do Brasil para o Uruguai, na final da Copa de 1950.

Tornou-se profissional como ponta-esquerda e foi, posteriormente, tricampeão carioca pelo Flamengo, de 1953 a 1955.
Em 1958, junto com a seleção brasileira a primeira, venceu a primeira Copa do Mundo da história do país, com direito a gol na final contra a Suécia (5 a 2).

Quatro anos depois, já como campeão pelo Botafogo, foi bicampeão mundial com a seleção como jogador na Copa de 1962.
Em 1964, se aposentou como atleta e começou a carreira de técnico, dando os primeiros passos na nova profissão pelo Botafogo.

Meses antes da Copa de 1970, assume o comando seleção no lugar de João Saldanha, e teve a oportunidade de comandar Pelé e companhia, vindo a sagrar-se tricampeonato mundial naquela que, para muitos, foi a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos.

O tetra viria em 1994, agora como coordenador do técnico de Carlos Alberto Parreira. Zagallo participou da campanha que resultou no quarto título mundial do Brasil, na Copa dos Estados Unidos.

E por pouco não foi penta, novamente como técnico da seleção. Isso porque o Velho Lobo chegou à final da Copa de 1998, mas a equipe foi superada pela França de Zidane.
Zagallo soma passagens como treinador dos outros três times grandes do Rio: Flamengo, Vasco e Fluminense, e também do Bangu, além das seleções de Kwait, Emirados Árabes e Arábia Saudita – onde também treinou o Al-Hilal, atual time de Neymar.
‘Vão ter que me engolir!’
Em 1997, após vencer a Copa América, Zagallo proferiu uma de suas frases mais marcantes, em ataque direto aos críticos da seleção que pediam sua saída: “Vocês vão ter que me engolir”.

Conxão com o úmero 13
Sempre que o Velho Lobo tinha a oportunidade de falar uma frase com 13 letras, ele não perdia a chance.
“Brasil campeão têm 13 letras, e Argentina vice também”, disparou a lenda da bola, ao vencer nos pênaltis, os rivais na final da Copa América de 2004.
Também usou a mesma contagem para incentivar as pessoas a tomarem a vacina contra a Covid-19, em 2021: “Dose de reforço tem 13 letras”, disse Zagallo.

“O 13 veio aliado à minha esposa, que era devota de Santo Antônio [celebrado em 13 de junho], sinônimo de fé”, dizia ele sempre que questionado sobre sua relação com a numeração.
Aliás, 13 também foi o dia em que Zagallo se casou com a mulher, Alcina, que também comemorava o aniversário no dia 13. Coincidênciaa da vida? O “13” também é “31” ao contrário, justamente o ano de nascimento de Zagallo.
Fica aqui a homenagem do Cada Minuto a esse gigante do futebol mundial, que sempre estará vivo em nossos corações, por que “Zagallo eterno” tamém têm 13 letras.
*estagiário com supervisão da editoria













