A Diretoria Ampliada do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems-AL) se reuniu hoje para discutir a realização de Oficinas com os municípios para Análise Conceitual do Planejamento Regional Integrado (PRI) – apresentado pela consultora técnica do Conselho Edijária Camilo - ; Plano Emergencial de Oncologia; Situação Epidemiológica da Meningite em Alagoas e Campanha de Vacinação; Projeto de Equidade; nota jurídica e situação do Piso da Enfermagem; Política Antimanicomial e a promoção por parte do Cosems-AL do I Seminário de Saúde Mental.
No tocante ao seminário, o presidente do Conselho Rodrigo Buarque enfatizou a importância da unificação intersetorial para que não apenas os profissionais da saúde se envolvam no processo, mas incluam os das pastas da Educação e Assistência Social, uma vez que são setores que também lidam com as pessoas em sofrimento mental. Rodrigo destacou que o seminário está previsto para ocorrer nos dias 13 e 14 de novembro, em local a definir.
O diretor do Cosems-AL Ewerton Matias, gestor da Saúde de Murici, expôs sobre a resolução 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que sugere o fechamento dos conhecidos Centros Psiquiátricos judiciários desde agosto deste ano, sendo necessário, a partir de então, ampliar o diálogo com o Estado e União para saber como se dará o financiamento das Residências Terapêuticas (RTs) nos municípios, de forma regionalizada.
Segundo ele, serão acolhidos nas RTs os usuários que não têm mais vinculação com as famílias e que precisam receber cuidado nos territórios municipais. Foi discutido ainda o Plano Emergencial de Oncologia – apresentado pelo apoiador Roberto Firpo - que motivou várias reuniões com o Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério Público Estadual (MPE), cujo propósito é reduzir a fila de espera dos pacientes oncológicos nos municípios alagoanos.
Foi também discutido o cenário da doença meningocócica em Alagoas, apresentado pela apoiadora regional Kathleen Moura. De acordo com o último boletim disponibilizado pela Sesau no dia 3 de outubro, Alagoas mantém o número de 29 casos confirmados, 19 do sorogrupo do tipo B e 11 Óbitos. São 30 dias sem casos confirmados. "Mas não podemos baixar a guarda para identificação dos casos suspeitos, conhecimentos dos fluxos de regulação e protocolos terapêuticos"
Segundo Kathleen, a situação de alerta em Maceió para meningite exige de todas as autoridades em saúde uma articulação imediata, pensando no preparo da rede de saúde, como também estratégias para capacitar os profissionais dos 102 municípios alagoanos, com foco na identificação de casos em tempo oportuno.
















