Em discurso realizado no Senado Federal, Rodrigo Cunha (Podemos) cobrou apuração rigorosa e justiça com relação ao caso do homicídio do empresário arapiraquense Marcelo Leite, morto com um tiro pelas costas em uma suposta operação policial na AL-220, em novembro de 2022. O senador também criticou o fato de os militares acusados de assassinar o empresário terem sido promovidos pela Polícia Militar de Alagoas (PMAL).

“Responsabilizar e não recompensar os investigados é uma questão de integridade moral e ética! Sou contra a promoção dos policiais apontados como responsáveis por tirar a vida do empresário Marcelo Leite. A atitude mais acertada é que suas promoções sejam bloqueadas até o trânsito em julgado de suas sentenças. Esta promoção é absurda, injusta e reforça a sensação de injustiça que impera em Alagoas e no Brasil. Toda minha solidariedade às famílias e os amigos do Marcelo”, afirmou Cunha.

Dois cabos da Polícia Militar, denunciados pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) por participação na morte do empresário Marcelo Leite, foram promovidos a 3º sargento. Eles respondem ao processo em liberdade.

Jilfran Santos Batista e Ariel Oliveira Santos Neto integram o Pelotão de Operações Especiais da Polícia Militar, o Pelopes. Além deles, outro policial responde ao processo, Xavier Silva de Moraes, que não foi promovido. Por determinação da Justiça, todos eles devem ficar afastados das funções ostensivas enquanto durar o processo em que eles são réus.

O empresário Marcelo Leite foi baleado enquanto dirigia na AL-220 na madrugada do dia 14 de novembro, ele morreu semanas depois no Hospital Beneficência Portuguesa do Mirante, em São Paulo, onde ficou internado em estado gravíssimo. Marcelo foi baleado enquanto passava por uma viatura da Polícia Militar em alta velocidade. 

A versão dos PMs era de que o empresário estava apontou uma arma na direção da viatura, por isso os policiais atiraram.

O discurso do senador na íntegra pode ser conferido no link 

*Com informações da assessoria