Movimentos de mulheres fecharam a entrada do Campus da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a BR-104, nesta sexta-feira (28), em um ato por mais políticas públicas e pelo fim dos feminicídios em Alagoas.

Para chamar a atenção da população para os crescentes casos de feminicídios em Alagoas, sendo o mais recente, o caso de Fabiana Cassimiro da Silva, de 37 anos, que foi brutalmente assassinada com 17 golpes de arma branca pelo ex-marido, os movimentos queimaram pneus e fecharam as vias.

Ontem, em entrevista ao Cada Minuto, a advogada Paula Lopes, que está à frente da organização do ato, disse que as mulheres que iam comparecer à manifestação não estariam lá somente para representar a vítima Fabiana, mas também para dar voz a todas as mulheres que sofrem com a violência cotidianamente. 

Paula enfatizou que qualquer mulher pode se tornar vítima da violência em um mundo marcado pela violência generalizada. “É preciso exigir políticas mais efetivas. O mundo é violento".

Ao Cada Minuto, a primeira informação que chegou foi que o ato teria motivação as eleições para a Reitoria da UFAL, visto que, de acordo com uma fonte, teria falado contra o atual reitor da Universidade. 

ERRATA: O CM havia colocado que o ato seria contra o fim dos feminicídios, mas na verdade, o ato é pelo fim dos feminicídios.