O tripulante de um navio atracado em Maceió e suspeito de dopar e estuprar uma mulher em alto mar foi ouvido pela polícia e proibido de embarcar de volta ao navio, nesta terça-feira (14). Ele não foi preso, pois não caberia mais situação de flagrante, visto que o crime ocorreu há cerca de 10 dias.

A vítima, uma jovem de 22 anos, e o suspeito são do estado de São Paulo e trabalham no Cruzeiro MSC Seashore e se conheceram no navio. A mulher relatou para a polícia que foi dopada antes de ser estuprada. Ela foi orientada pelos sues superiores no navio a acionar a polícia na parada mais próxima, pois o crime aconteceu no interior da embarcação há cerca de 10 dias. 

Já em Alagoas, a vítima registou Boletim de Ocorrência (BO) e solicitou medidas protetivas de urgência que foram encaminhadas pela Polícia Civil para a Justiça.

À polícia, o suspeito, de 25 anos, negou o crime e disse que a relação sexual foi consensual. Ele permanece em Maceió aguardando a decisão da Justiça sobre as medidas cautelares a serem aplicadas e foi  proibido de retornar ao navio, decido à questão de distanciamento da vítima. 

A ação policial fez parta de uma megaoperação, realizada nesta terça-feira (14), com foco no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, em Maceió. Ao todo, dezenove pessoas foram presas, durante a ação policial.

Foram mobilizadas 50 viaturas, com a presença e acompanhamento de 14 delegadas de polícia, dentre elas as delegadas de defesa da mulher, Ana Luíza Nogueira, Paula Mercês e Kelly Kristine, da Capital, e Maria Fernandes Porto, de Arapiraca.

Foram cumpridos 67 alvos/ações, destacando-se o cumprimento de mandados de prisão, descumprimentos de medidas protetivas de urgência e análises/averiguações de disque-denúncia.

A delegada Ana Luíza Nogueira informou que, entre os crimes praticados pelas pessoas presas, estão tentativas de feminicídio, lesões corporais, estupro de vulneráveis e descumprimento de medidas protetivas.