O senador do União Brasil se mantém longe dos principais acontecimentos do país. Sua posição sobre o 8 de janeiro – do ataque dos terroristas às sedes dos três poderes – foi mais pífia do que a de Collor (condenando a turma bolsonarista).
E agora, na reforma do secretariado de JHC, em fase de composição de uma nova frente política em Alagoas, Cunha tem insistido em ficar com a Secretaria de Educação, uma pasta que teria como candidata a deputada Jó Pereira, mas não indicada por ele.
Não é difícil concluir que, salvo uma virada improvável, o senador do UB já gastou a melhor chance da carreira política, e nada indica que os ventos vão mudar.
Cunha é visto, creio que com justificativa, como uma “boa pessoa”, mas agora pode se tornar uma pedra no meio do caminho político de JHC - que tem compromissos políticos com ele (Eudócia Caldas é a suplente do senador).