A vereadora Teca Nelma realizou nesta segunda-feira uma Audiência Pública sobre o desaparecimento do sururu de capote e os efeitos desse fenômeno entre as comunidades ribeirinhas de Alagoas. “É um debate urgente e muito importante. São centenas de famílias que estão sem perspectiva de sobrevivência por causa do desaparecimento da sua única fonte de renda. Não podemos deixar mais esse desastre ambiental passar despercebido”, defendeu a vereadora.
A audiência tratou sobre o desaparecimento do sururu de capote e o aparecimento do chamado sururu branco na lagoa Mundaú em Maceió, o que pode afetar diretamente a subsistência de muitas famílias que vivem às margens da lagoa. Os relatos dos pescadores é de escassez desse recurso que é considerado patrimônio imaterial de Alagoas.
Segundo o professor Dr. Emerson Soares, é preciso que o poder público desenvolva uma política séria de incentivo para a subsistência dos pescadores e marisqueiras. “Para gerir um recurso que está em depleção o estado tem que entrar com alternativa para o pescador. Nós temos que lembrar que os pescadores vêm passando por uma série de crises, a do óleo, do Covid e agora do sururu. É preciso reconhecer que o problema na lagoa é grave, a lagoa Mundaú é um problema de saúde pública”, reforçou ele.
Estiveram presentes na audiência representantes do Ministério Público, do IMA, pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas, além de grupos de marisqueiras, pescadores e movimentos sociais que defendem o meio ambiente.
