O Cada Minuto entrevista deste sábado (19) conversou com a secretária do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Renata Santos. A secretária da Seplag afirmou que o estado pretende abrir novos concursos em 2022, de acordo com as necessidades de cada carreira. Além disso, falou sobre os programas lançados este ano e sobre o destaque dado para as mulheres no Governo.
Confira abaixo:
CM: Quais serão as principais áreas de foco da gestão da Seplag no próximo ano?
RS: A Seplag vai focar de maneira igual em todas as áreas, e em cada uma delas vão ter grandes projetos. Na pasta de Patrimônio, por exemplo, vamos realizar levantamentos tanto da parte mobiliária quanto da imobiliária, para verificar gargalos e oportunidades nessa área que possam trazer retorno ao Estado.
No que se refere à área de Gestão, vamos continuar o processo de valorização de pessoas, que foi iniciado com a reestruturação das carreiras. Primeiro a gente quer fortalecer os RHs dos órgãos, com capacitações e orientações institucionais. Além disso, estamos remodelando e reorganizando a Escola de Governo de Alagoas, a EGAL, para ela ser referência para todas as carreiras, no sentido de o servidor realizar cursos e capacitações que são aderentes as novas leis.
Já nas áreas de Planejamento e Orçamento, estamos com o foco na construção de um Plano Plurianual (PPA) mais moderno e voltado para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sempre prezando por uma maior participação popular em sua construção.
Além disso, temos dois projetos transversais em Alagoas de extrema importância para o longo e médio prazo no que se refere a modernização da gestão e na construção, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Um é a consolidação da área de Dados do Estado, com a Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento, a Sinc. Verificamos que há muitos dados no estado que se organizados de forma sistematizada e consolidada podem se transformar em informações relevantes para a tomada de decisão.
Por fim, temos o projeto de Transformação Digital que irá contemplar todo o estado. Esse projeto conta com o financiamento de 150 milhões de dólares decorrentes de bancos multilaterais e que poderão promover um salto na qualidade de prestação de serviços do estado para a população alagoana, dando maior agilidade e simplificando o acesso do cidadão aos serviços prestados pelo estado.
CM: A Seplag planeja lançar mais concursos públicos para Alagoas em 2022? Quais?
RS: O Governo de Alagoas pretende, sim, fazer mais concursos. O governador já determinou e isso consta inclusive em seu plano de governo. Estamos realizando um mapeamento de todas as carreiras para identificarmos as reais necessidades. Há alguns órgãos que já é possível confirmar a realização de concursos, como o Detran e a Emater. As áreas de Segurança Pública, Educação e Saúde também estão em estudo na agenda da equipe de Transição, para poder apresentar ao governador.
CM: Após as interferências nos concursos da PM, PC e Bombeiros, que foram expostas pela Operação Loki, quais medidas serão tomadas pela Seplag para garantir segurança nos próximos concursos?
RS: Nós estamos em diálogo constante com a Segurança Pública, a PGE, o judiciário e o Cebraspe, para que possamos avançar em um plano de segurança na realização dos próximos certames. Esse plano de segurança já está sendo elaborado conjuntamente com o Cebraspe e as comissões dos concursos.
CM: O Programa Alagoas Mais Digital já contemplou 12 projetos em 2021. A ação deve ter continuidade no próximo ano? Quais os próximos passos?
RS: O Alagoas Mais Digital é um dos projetos que estão dentro do grande escopo da Transformação Digital do estado. Ele não vai apenas continuar, como terá mais avanços. Para isso, temos a ajuda do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Bid, que nos assessora nesse trabalho. Teremos muitas novidades para os próximos anos.
CM: A Seplag apresentou o Manual de Reestruturação das Carreiras em junho deste ano. A medida já tem mostrado resultados positivos e aprovação entre os servidores?
RS: Sim, já tem mostrado muitos resultados positivos. Temos conseguido uma ótima articulação com todos os RHs do Estado sobre as novas regras das carreiras. Há também um manual que elaboramos, com uma cartilha bem dinâmica e informativa, além da realização de reuniões periódicas para tratar outras ações específicas, com o objetivo de fazer com que o Estado tenha previsibilidade com base na nova reestruturação de carreiras. Trabalhamos sempre na intenção de todos os RHs conseguirem atender aos servidores da melhor maneira possível.
CM: Um dos objetivos da atual gestão do Governo do Estado é aumentar o número de mulheres ocupando cargos nas secretarias. Como foi para você ocupar uma dessas posições?
RS: Foi muito desafiador. Como toda mulher, eu também tenho um pouco de síndrome de impostora. Inicialmente, passou pela minha cabeça inclusive recusar, mas esse foi um pensamento rápido e decidi encarar o desafio, que com certeza é o maior da minha vida profissional até agora. Agora, já como secretária, tenho que confessar que está sendo muito gratificante. É interessante perceber como o fato de ter mais mulheres no governo realmente ajuda a ter uma dinâmica diferenciada, mais rápida e com mais diálogo e eu me sinto honrada por ser uma dessas mulheres.
*Estagiária sob a supervisão da editoria
