Conheci poucas pessoas na minha vida, fossem elas religiosas ou não, que guardassem com tantas honestidade e franqueza o amor pelos pobres.
Nas minhas conversas com o padre Manoel Henrique, e elas foram muitas ao longo de mais de duas décadas, o seu bom humor contagiante só o abandonava quando ele narrava pequenas histórias sobre homens e mulheres que sofriam a dor da fome e da miséria.
Essa dor passava a ser dele, visceralmente, naqueles instantes.
As lágrimas desabavam dos olhos, banhando a sua face, com a força da compaixão que só os homens de inata bondade são capazes. Vinham daí a sua imensa grandeza e a sua força para lutar por justiça social.
Vai deixar saudade o “Mané Henrique”.
