Às vezes é difícil entender, para alguns, que até mesmo políticos profissionais valorizem mais algumas questões “pessoais” do que as de natureza política.
Independentemente do que o senador Rodrigo Cunha pensa sobre Bolsonaro, o que eu não sei, ele tem um impeditivo intransponível, apesar da pressão, para apoiar o atual presidente.
Em 1999, Bolsonaro foi um dos 29 deputados federais que votaram contra a cassação de Talvane Albuquerque (425 votaram favoráveis). Ele ainda foi ao microfone da Câmara defender a não punição do então acusado de ser o mandante do assassinato de Ceci Cunha, em 1998.
Como se sabe, Talvane foi condenado em 2012 a mais de 100 anos (?!) de prisão, embora tenha sido libertado no ano passado.
Uma disputa eleitoral pode até ser importante, mas imagino que há outros bens ainda mais valiosos.
Às vezes, quando tudo parece perdido, ainda é possível salvar a honra.
