A Justiça alagoana acatou o pedido da defesa e concedeu liberdade a mulher presa por envolvimento na morte do auditor fiscal João Assis Pinto Neto, e mãe de três outros acusados do crime. M.S.G. M deixou o sistema prisional nesta quarta-feira (28).

A mulher estava presa desde o dia 29 de agosto, após as investigações apontarem que ela estava no estabelecimento no dia do crime e que teria limpado o sangue do auditor fiscal do local. Além disso, M.S.G.M também teria ajudado os filhos quando o corpo da vítima foi e o carro da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL) foram abandonados em um canavial.

A defesa da mulher alegou que ela não teria participação no assassinato e que diante da acusação de fraude processual, não havia motivos para mantê-la na prisão, que ela poderia responder em liberdade.

Agora, os advogados trabalham para conseguir a liberdade do filho mais novo da mulher, identificado pelas iniciais J.M.G.A, que, segundo a defesa, não teve participação comprovada no crime.

De acordo com o inquérito policial, cujo encerramento foi anunciado pela Polícia Civil no dia 13 de setembro, os cinco acusados de envolvimento no assassinato do auditor fiscal, ocorrido no último dia 26 de agosto, serão indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. 

De acordo com a PC, o crime foi motivado pelas investigações do auditor fiscal nas irregularidades no negócio da família dos autores do crime. Testemunhas foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança foram analisadas.

Ainda segundo a polícia, todos os cinco envolvidos no caso- os três irmãos, a mãe e um funcionário da família- contribuíram, cada um a seu modo, para o crime.

O caso

O auditor fiscal João de Assis Pinto Neto, 62 anos, foi morto dentro do mercadinho que fiscalizava no bairro do Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió. Segundo as investigações ele foi assassinado pelos proprietários do local, após uma discussão.

O corpo do funcionário público foi encontrado carbonizado em um canavial, no Benedito Bentes. O Instituto de Medicina Legal (IML) apontou que ele foi morto por traumatismo craniano.

Cinco pessoas, quatro da mesma família, foram presas pelo assassinato de João de Assis. Uma mulher, os três filhos dela e um funcionário do mercadinho, onde o crime ocorreu.

Os envolvidos no assassinato estão presos e foram identificados como: João Marcos Gomes Araújo, Ronaldo Gomes de Araújo, Ricardo Gomes de Araújo, Maria Selma Gomes Meira. o funcionário do mercadinho da família não teve o nome divulgado.