Guilherme Kalebe Saldanha, um garotinho de apenas 10 anos, venceu uma batalha contra um câncer raro após um ano de tratamento na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Ele foi diagnosticado em setembro de 2021 com Sarcoma de Ewing nas regiões da pelve, sacro, cóccxi e pulmão.
A mãe de Guilherme, Noabia Saldanha, de 41 anos, lembrou que antes de receberem o diagnóstico, o garo sentia fortes dores na região do quadril. Durante consultas médicas, o ortopedista pediu que fossem feitos alguns exames de tomografia e ressonância. Foi quando os tumores foram detectados.
Noabia revelou que o sentimento inicial foi bem negativo: "Eu não acreditava com o resultado dos exames. Me culpei achando que eu não cuidava da saúde do meu filho", contou.
Ela explicou ainda que desde o início, o filho teve que passar por tratamento intensivo. "A médica disse que ele [Guilherme] precisava fazer sessões de quimioterapia e radioterapia. E que não poderia mais frequentar a escola por causa da imunidade. Eu achei que meu filho não ia aguentar", disse.

"Eu vivi um ano no hospital. Eu e meu filho saíamos de Praia Grande [onde moram] e íamos fazer o tratamento em Santos. Ele foi um guerreiro", completou a mãe de Guilherme, que disse sempre ter esperança na recuperação do filho.
"A cada etapa, ele dizia que ia ficar bom. Quando precisava de ajuda com doação de sangue, ele me confortava dizendo que iria conseguir", lembrou.
Sino da vitória
Após um ano, Noabia teve a notícia de que seu filho finalmente estava curado. "Quando a médica disse que as sessões tinham tido efeito e que o Guilherme estava de alta médica, eu chorei muito de alegria. Tinha chegado a hora de tocar o sino vitória", disse ela.
Na última quinta-feira (16), o menino, enfim, teve alta do hospital. "Ver ele sorrindo e ouvir o barulho do sino foi maravilhoso. Passou um filme de um ano da minha vida", contou.
Guilherme não só pôde deixar o hospital, como também poderá retornar à escola. "Ele terá que fazer um acompanhamento a cada dois meses para manutenção e exames de rotina. É uma grande conquista e, aos poucos, a vida começa novamente", finaliza Noabia.
Com G1










