Familiares, amigos e correligionários celebramos os 111 anos do nosso inesquecível e amado pai (★ 15/09/1911 - † 14/02/1974), permita-nos escrever esse breve artigo versando sobre alguns flashs de memória da incrível trajetória de sucesso de um humilde filho de camponeses, absolutamente pobres, de numerosa prole que lutavam dia a dia em uma modestíssima roça para obterem o mínimo de alimentos para suas subsistências.
Filho de José Salustiano dos Santos e de Josefa Maria da Conceição, começou a trilhar sua meta de vida logo após o falecimento de sua genitora aos nove anos de idade.
Ao sair do Sítio Caititus, na Zona Rural de Arapiraca onde nasceu e viveu até então, decidiu ir para a “cidade” com o desejo e o intuito de galgar voos mais altos.
Foi cavador de cacimbas, comerciário, comerciante, industrial, político e pioneiro em várias iniciativas sociais/culturais sem jamais perder a sua humildade.
Como comerciário e gerente de um importante estabelecimento comercial (armazém que de quase tudo vendia), havia um produto que era o verdadeiro carro-chefe da loja, trata-se do querosene Jacaré, produto esse essencial no cotidiano das pessoas, já que à época a cidade não dispunha de fontes de energia elétrica e apenas de 18 às 22 ou 23 horas é que se tinha eletricidade proveniente de um pequeno gerador.
Placas e candeeiros eram fartamente utilizados e esses consumiam o famoso querosene Jacaré. Como o jovem matuto conquistara a clientela do Armazém com seu jeito especial de tratar as pessoas, foi logo observado pela concessionária do tal querosene que fez uma proposta para o comerciário ser o representante da cidade.
Tamanho foi o seu sucesso que daí se estabeleceu como lojista de tecidos, depois foi proprietário de farmácia, etc. Já bastante conhecido na cidade e adjacências, sempre elegante, conheceu, namorou e veio a contrair matrimônio com uma linda funcionária pública municipal (Ancila Pereira Gonzaga), que após o casamento passou a usar o nome de Ancila Pereira de Melo.
Doravante o humilde filho de camponeses passou a contar com o imensurável apoio de sua esposa que irradiava reconhecida educação e gentileza no trato com as pessoas. O alicerce de vencedor seria inevitável e estava posto.
Tornou-se então um verdadeiro campeão de votos com vários mandatos de vereador, ocupando por várias vezes a presidência da Câmara Municipal de Arapiraca, no período compreendido entre 1948 a 1962 e de 1963 até 1974 com três eleições consecutivas de deputado estadual, quando veio prematuramente a falecer em pleno exercício do mandato.
Notabilizou-se também como industrial com a primeira fábrica de charutos do Estado de Alagoas (Fábrica de Charutos Leda) em sociedade com seu irmão Manoel Lúcio.
Pertinente registrar que foi o fundador da primeira escola e banda de música da cidade, bem como o fundador do Clube dos Fumicultores de Arapiraca em parceria e com o apoio de seus irmãos Manoel e João Lúcio, sem esquecer de outras personalidades (famílias Lúcio da Silva, Rocha, Lira, Leão, Lima dentre outras).
Por tudo isso, sem falsa modéstia, enaltecemos a vitoriosa trajetória de filho, pai, irmão, tio, sogro, esposo, amigo e honrado homem público pelo seu caráter e personalidade. Obrigado meu Pai, é privilégio e excepcionalmente indescritível e pertencer a essa família.
Saudades infinitas
