A foto acima pode dizer muito.
O deputado estadual Galba Novaes e o seu filho Galba Neto, presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, são do MDB, mas apoiam Dr. JHC (PSB) para deputado federal, irmão de JHC, prefeito da capital.
O PSB apoia para o governo Rodrigo Cunha (UB). O MDB tem como candidato ao governo Paulo Dantas. O vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), é candidato a vice do emedebista Paulo Dantas.
A palara final para Lessa ser candidato a vice foi do chefão do MDB alagoano, Renan Calheiros. O senador viu no pedetista a junção ideal pra chapa formada ficar bastante competitiva.
Na Câmara de Maceió, comandada pelo MDB, há uma ameça de pedido de impeachment de Ronaldo Lessa. É que devido ao afastamento de JHC para atuar nas campanhas de Cunha (UB) e do Dr. JHC (PSB), Lessa deveria assumir o comando do Executivo Municipal.
Se Lessa for cassado, o vice de Maceió é o presidente da Câmara. Se Lessa for eleito vice-governador e não for cassado, ele renuncia ao cargo para ser vice de Alagoas. Se não for cassado e perder a eleição, ele continua vice-prefeito de Maceió.
O autor do anúncio de que pode pedir o impeachment é o vereador Leonardo Dias (PL), candidato a vice-governador na chapa de Fernando Collor (PTB).
Ou seja, parece que todos estão alinhados, inclusive alguns membros do MDB, para atingir a chapa que lidera, até agora, a disputa pelo governo de Alagoas.
Perguntei a um conhecido advogado eleitoral sobre a possbilidade de prejuízo jurídico para impedimento da candidatura de Ronaldo Lessa. Ele disse que ''Poder, pode. Agora, se é evento político, outra história''.
Ou seja, no mínimo pode-se criar uma confusão jurídica e política que pode atrapalhar o foco de campanha da chapa governista.
E isso é estratégia política, inclusive quanto ao MDB assumir a chefia do Executivo municipal.
Ou não?
