A campanha oficial começa hoje (16), mas o médico Marcos Ramalho vem chamando a atenção, desde a pré-candidatura, por não fazer promessas, como políticos mais tradicionais. Ele prefere falar da própria história como exemplo de alguém que, através de políticas públicas de inclusão, conseguiu superar obstáculos que ainda afetam grande parte da população alagoana.
“Eu não sou de promessas, por que já fiz e faço entregas importantes nas diversas áreas em que atuo. O meu propósito é lutar por políticas públicas que diminuam a distância que separa ricos e pobres e tragam mais oportunidades. Só dessa maneira, sendo honesto e verdadeiro, eu posso me apresentar às pessoas, disse recentemente a um grupo de pessoas no Jacintinho, onde passou parte da infância e adolescência.
Nascido na Vila Brejal, foi criado pela mãe, atendente de um posto de saúde. “Como aluno que dependia da escola pública, precisava me esforçar se quisesse melhorar a vida da minha família, da mesma forma que batalhei para passar no concurso que me levaria a concretizar alguns sonhos”, argumentou Ramalho.
Como bombeiro militar, o então Sargento Ramalho, como passou a ser conhecido, lutou pela garantia de direitos e melhores condições de trabalho para os militares alagoanos. O espírito de liderança era algo natural que, apesar da timidez, ele aprendeu a desenvolver nos grupos de jovens das igrejas evangélicas que frequentava na juventude.
Mas foi como médico já formado pela UNCISAL, através do sistema de cotas, que ele enfrentou um dos maiores desafios de sua vida, a pandemia da COVID-19. “Fui convidado a assumir o cargo de secretário Executivo da Saúde no mesmo mês que a doença começava a fazer vítimas em Alagoas. “Fui para linha de frente e, junto a uma equipe de heróis da saúde, abrimos novos leitos, novos hospitais, definimos protocolos e fizemos do nosso Estado um exemplo bem sucedido de enfrentamento ao Coronavírus”, explicou.
Quando questionado sobre a candidatura a deputado federal, ele responde com a naturalidade de quem sempre esteve a serviço das pessoas. “Tenho propósitos, desde muito cedo. Eu sabia que para superar as dificuldades precisava batalhar. Quero agora ampliar essa luta, defendendo a saúde e a educação públicas, os direitos das minorias, o acesso justo ao mercado de trabalho. Não quero ser mais um, quero fazer a diferença na vida de pessoas como eu, pardos, pretos e pobres que têm histórias muito parecidas com a minha e que podem contar comigo para diminuir as desigualdades e ampliar as oportunidades”, concluiu Marcos Ramalho.
