Moradores do Condomínio Jardim Vaticano, localizado no bairro de Mangabeiras, tiveram uma surpresa nada agradável na manhã deste domingo, 14.  Em contato com a redação do CadaMinuto, relataram que vários apartamentos foram tomados por “nuvens de mosquitos”.

Segundo um morador, “a presença de mosquitos infelizmente é até ‘natural’, porém o que aconteceu nas últimas 24 horas é assustador e nosso maior medo é que sejam Aedes aegypti, transmissores da dengue, zika e chikungunya”.

“Tentamos acionar a prefeitura pelo telefone de contato, porém fica apenas uma música e não conseguimos sequer registrar a ocorrência”, lamentou.

Outra moradora, que preferiu não se identificar, comentou que há cerca de dois meses teve chikungunya e até hoje sente as dores no corpo. 

“Não tenho plantas aquáticas no apartamento e não deixo nada que possa se tornar um foco de dengue, mas é preciso que todos façam a sua parte, inclusive os órgãos públicos”, acrescentou.

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Números assustadores

Até o início de agosto, a capital alagoana registrou 8.283 casos de dengue, 3.120 casos de chikungunya e 32 de zika, de acordo com levantamento da SMS.

Os bairros de Maceió com maior incidência de dengue são: Chã de Jaqueira (2508,25 casos/100mil hab); Centro (1499,42 casos /100mil hab) e Canaã (1260,15 casos /100mil hab).

Já em relação à Chikungunya, as maiores incidências são no Centro (1845,44 casos /100milhab); na Chã de Jaqueira (1095,06 casos /100mil hab) e em Mangabeiras (587,83 casos /100mil hab).

SMS

A assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou à reportagem que, informações sobre locais com água parada e potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti devem ser passadas para a Coordenação Geral de Epidemiologia da SMS no telefone (82) 3312-5495. 

“Por meio do contato por telefone, a população tanto pode denunciar áreas com potencial para a proliferação do vetor, quanto receber orientações sobre como prevenir a instalação de criadouros do mosquito”, ressaltou a assessoria.