Ricardo Mota
Ricardo Mota

A quem possa explicar a “maldição” da prefeitura de Rio Largo

Ricardo Mota|
Prefeitura de Rio Largo
Prefeitura de Rio Largo / Foto: Assessoria/Arquivo

“Aqui, a história não se repete como farsa; as farsas se repetem como história”, disse Luiz Fernando Veríssimo, parafraseando Karl Marx.

A máxima cai como uma luva ao tratarmos da situação do prefeito Gilberto Gonçalves, de Rio Largo.

Para quem acredita em maldição, a prefeitura do terceiro maior colégio eleitoral de Alagoas é um prato cheio (você escolhe de quê).

O prefeito que antecedeu Gilberto Gonçalves, novo (?) alvo da Polícia Federal, foi ninguém menos do que Toninho Lins.

Antes deste vieram: Vânia Paiva e Doutora Eliza – por duas vezes. 

Se Vânia Paiva chegou a ser presa - em processo no qual foi inocentada, depois -, Doutora Eliza foi condenada por  improbidade (mas não foi presa).

O currículo de GG é vasto: já foi preso na Taturana e cassado na prefeitura de Rio Largo, em 2019, o que não impediu que ele fosse reeleito, em 2020, pelo voto popular.

É difícil aceitar a explicação de que o povo foi enganado, mais uma vez. Mas quem paga pela trágica história de Rio Largo é ele mesmo – o povo.

Em tempo:

A cidade já teve um prefeito – Mário Vaca – cassado no final da década de 1970.

SOBRE O AUTOR

Jornalista, escritor e músico.

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