Uma advogada identificada como Maria Valéria da Silva, de 40 anos, registrou um boletim de ocorrência na último domingo (24), onde afirmou ter sido vítima de violência policial. Ela disse que usava uma camisa do candidato à presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva e que por isso foi agredida fisicamente, verbalmente e ameaçada em Maceió.
No boletim de ocorrência, Maria disse que policiais militares atendiam uma ocorrência no Conjunto Cleto Marques Luz, parte alta da cidade e que ela tentava resolver uma situação familiar.
Maria usava uma camisa com a imagem de Lula e ao tentar conversar com os militares, teria sofrido violência física e verbal. Ela afirmou ter se identificado como advogada, mas foi tratada com indiferença pelos policiais.
A advogada ainda relatou que os militares disseram que iam conduzi-la com o aparelho celular para a Central de Flagrantes. A vítima disse que os policiais começaram a registrar por meio de foto as pessoas presentes, tirando fotos da residência do irmão da advogada, fotos do veículo e placa do carro dela. “Eles disseram que iriam resolver a situação de outra forma”.
No boletim de ocorrência ainda consta que a equipe da PM ficou cerca de 40 minutos parada na esquina da casa do irmão, onde as agressões teriam acontecido, como forma de amedrontar a advogada.
Ontem (25), houve uma reunião do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Alagoas (CEDDH/AL). O presidente do Conselho e promotor de justiça, Magno Alexandre Moura, esteve com a advogada Maria Valéria, a secretária de Estado da Mulher e Direitos Humanos de Alagoas, Maria Silva, o deputado federal Paulão (PT), e a ativista Élida Miranda para tratar sobre o assunto.
"Segundo o boletim de ocorrência lavrado na Central de Flagrantes, Maria Valéria foi agredida, física e verbalmente, por membros da corporação da Polícia Militar de Alagoas, durante uma abordagem no bairro do Cleto. Em seu relato, ela conta que durante a agressão também foi hostilizada por motivos políticos, por, no momento estar utilizando uma camisa do Lula, pré-candidato à presidência”, consta a nota na publicação do Instagram.
O Conselho e a SEMUDH farão o acompanhamento da oitiva e do andamento do processo relacionado ao caso
