Um grupo de moradores do bairro do Bom Parto, em Maceió, interditaram a Rua General Hermes, para protestar contra o aumento de casos de leptospirose na região. Os manifestantes atearam fogo aos objetos utilizados para fechar os dois sentidos da via. 

Os moradores afirmam que duas pessoas já morreram por leptospirose no bairro e que outras oito foram hospitalizadas, após contrair a doença.

Segundo os manifestantes, o protesto é para chamar a atenção das autoridades, da Prefeitura de Maceió e do governo do Estado, para a situação da doença no bairro e para que medidas sejam tomadas.

O protesto provocou um grande congestionamento. O Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar esteve no local e negociou a liberação da via. O que aconteceu por volta das 19h30.

Sobre a leptospirose

A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda que é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira; sua penetração ocorre a partir da pele com lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou por meio de mucosas.

O período de incubação, ou seja, intervalo de tempo entre a transmissão da infecção até o início das manifestações dos sinais e sintomas, pode variar de 1 a 30 dias e normalmente ocorre entre 7 a 14 dias após a exposição a situações de risco. Sua ocorrência está relacionada às condições precárias de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados. As inundações propiciam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, facilitando a ocorrência de surtos.

Os principais sintomas da fase precoce são: febre, dor de cabeça, dor muscular, principalmente nas panturrilhas, falta de apetite, náuseas/vômitos. Também podem ocorrer diarreia, dor nas articulações, vermelhidão ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular, tosse; mais raramente podem manifestar exantema, aumento do fígado e/ou baço, aumento de linfonodos e sufusão conjuntival.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), cinco mortes por leptospirose foram registradas em Alagoas, em 2022. Três pessoas morreram em Maceió, uma em Pilar e outra em Mata Grande.

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