Familiares de motorista baleada em assalto afirmam que mulher está sendo mantida em UTI por falta de leito

Gabriela Flores|
Alayne Oliveira
Alayne Oliveira / Foto: Cortesia ao CadaMinuto

Familiares da motorista de aplicativo Alayne da Silva Oliveira, atingida na cabeça e nas costas por disparos de arma de fogo durante uma tentativa de roubo, denunciaram nesta segunda-feira, 27, que a paciente ainda não teve alta do Hospital Geral do Estado por falta de vaga nos leitos de enfermaria.

Em entrevista à reportagem do CadaMinuto, Alanprost da Silva Oliveira, disse que sua irmã já andou, conversou e está bem, porém ainda não foi para casa por falta de vagas. “O médico disse que ela está sendo mantida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) só porque não há lugar disponível nas enfermarias”, reforçou.

Alanprost destacou que diante da “inércia” do HGE procurou ajuda com o deputado estadual, Cabo Bebeto (PL), e que a assessoria do parlamentar está tentando providenciar a transferência de Alayne para outra unidade de saúde.

“Nenhum cidadão de bem chegou para nos ajudar após o acontecido. Estamos precisando de alimento e de ajuda já que minha irmã não vai poder trabalhar durante o período de recuperação”, lamentou o irmão de Alayne.

O jovem reforçou ainda que no dia do atentado, a Polícia Militar resgatou Alayne, após rastrear o percurso do carro e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e lá ela esperou duas horas por uma ambulância para só então ser encaminhada ao HGE.

Miguel Amaral, motorista de Uber e amigo da família comentou que a família da vítima e os trabalhadores de transporte por aplicativo esperam que os representantes da Segurança Pública prendam os responsáveis. “O caso de Alayne deixou todos apreensivos e inseguros”, relatou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Comunicação do HGE informou que a paciente Alayne da Silva Oliveira, de 28 anos, segue com os cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu estado de saúde é estável. Quanto à falta de vagas para a transferência da paciente, a assessoria não respondeu.

O caso

Alayne da Silva Oliveira, de 28 anos, foi encontrada na madrugada da segunda-feira, 20, em um trecho da rodovia AL-105, que liga Maceió ao município de São Luís do Quitunde, com ferimentos de arma de fogo na região da cabeça.

A vítima foi baleada na noite do domingo (19), no bairro do Benedito Bentes, em Maceió, numa tentativa de latrocínio.

Alayne é motorista de um aplicativo que transporta apenas mulheres. No momento do crime ela tinha pego uma corrida no Bairro da Ponta Verde em direção ao Benedito Bentes.

A motorista foi baleada na cabeça e nas costas. Uma mulher e três homens são suspeitos do crime.

O veículo que a motorista conduzia, um modelo Ford Ka, de cor prata e placa FVT-1A18 (AL), foi localizado durante a madrugada após ser abandonado no bairro de Ponta Grossa.

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