Ricardo Mota
Ricardo Mota

Expectativa geral: a PF pode decidir as eleições majoritárias em Alagoas

Ricardo Mota|
Sede da superintendência da Polícia Federal em Brasília
Sede da superintendência da Polícia Federal em Brasília / Foto: Poder 360

Os dois lados que mais se confrontam nessa fase da campanha eleitoral – dizem que é pré – fazem a mesma aposta: a proximidade (?) de uma operação da Polícia Federal que atinja mortalmente o lado “inimigo”.

Ainda que eu duvide muito de que isso tenha o peso de outros tempos, a possibilidade precisa ser considerada. Não por motivação política, até porque a PF deu mostras, esta semana, de que uma banda da instituição é do Estado (a outra obedece ao governo, por óbvio).

Mas ao que parece motivos não faltariam.

Agora temos as denúncias do FNDE, dos robôs da família Catunda – ligada a Arthur Lira -, mas há munição também voltada para o outro lado.

Lembremos que a PF realizou duas operações em secretarias – na verdade, na Saúde – durante o governo Renan Filho, e ninguém sabe onde elas foram parar (se é que pararam). Além do mais, onde há dinheiro da União pode haver confusão.

Fato concreto: a Polícia Federal virou a grande esperança dos que se enfrentam este ano em Alagoas.

Ontem, o senador Renan Calheiros disse que a acredita que a investigação que levou à prisão do ex-ministro Milton Ribeiro chegará a Alagoas. 

Não duvido. Mas guardo uma certeza: se aqui chegar, acabará do mesmo jeito que todas demais investigações – e não foram poucas – em que Calheiros foi o centro das atenções.

Os motivos variam; os resultados, não.

SOBRE O AUTOR

Jornalista, escritor e músico.

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