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Collor: candidatura confirmada e esperança de ampliar o leque

Lula Vilar|
Fernando Collor
Fernando Collor / Foto: Veja / Arquivo

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) confirma que lança mesmo sua pré-candidatura ao governo do Estado no próximo dia 14. Ou seja: amanhã. 

 

O senador petebista vai disputar o Executivo estadual colando a sua imagem ao presidente Jair Bolsonaro (PL). 

 

Inclusive, trabalha, nos bastidores, para trazer o PL de Alagoas para o seu lado, com a possibilidade do partido de Bolsonaro indicar o vice. Conversas nesse sentido já existem. Até aí, sem novidades. 

 

Todavia, conforme informações de bastidores, Fernando Collor de Mello – que tem assistido o embate entre o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (Progressistas) de camarote– trabalha para ampliar o leque de alianças. 

 

É que a disputa entre Calheiros e Lira pode gerar um “espólio”, caso a pré-candidatura do senador Rodrigo Cunha (União Brasil) ao governo do Estado derreta diante da possível saída do PSDB do grupo político de Lira, o que inviabiliza a deputada estadual Jó Pereira (PSDB) como vice de Rodrigo Cunha na disputa. 

 

Há quem aposte que o novo cenário de turbulência abra caminhos para que Fernando Collor de Mello se aproxime ainda mais de Arthur Lira. 

 

Não é coincidência o fato de Fernando Collor de Mello ter conversado, recentemente, com o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PSB), que também é um dos aliados de Rodrigo Cunha. 

 

Collor não é bobo!

 

O senador quer se mostrar viável na disputa, sendo ele mesmo um nome competitivo para estar em um segundo turno, diante do quadro de “briga acirrada” demonstrado pelas pesquisas eleitorais. 

 

Os levantamentos mais recentes, como o feito pelo Instituto Paraná, mostram que qualquer um dos nomes ali presente podem chegar a um segundo turno. O nome de Collor ainda não aparece nas pesquisas registradas, mas os mais “colloridos” apostam que Fernando Collor embola o jogo. 

 

Com Rodrigo Cunha com dificuldades para montar seu palanque, Collor pode “se vender” como uma alternativa para a oposição e se tornar um articulador de um bloco. Segundo bastidores, o senador do PTB não descarta também diálogos com o Republicados do deputado estadual Antônio Albuquerque, que vem sendo sondado também pelo “grupo calheirista” e já se mostrou aliado do ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSD), o outro pré-candidato ao governo estadual. 

 

A briga entre Calheiros e Lira pode ser boa, inclusive, para Fernando Collor de Mello, que – indiretamente – acena para os prefeitos apoiadores de Arthur Lira, e outros políticos insatisfeitos com Rodrigo Cunha, como uma alternativa. 

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