O alagoano Anderson José Xavier Vieira registrou um boletim de ocorrência contra um motorista de aplicativo suspeito de ameaça e discriminação. O caso aconteceu durante o trajeto do passageiro até o trabalho no bairro da Jatiúca, em Maceió. Ao Cada Minuto, Anderson informou que foi à Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) para oficializar a denúncia na manhã de hoje (09).
Anderson contou à reportagem que ontem (08) pediu um carro pelo aplicativo da 99 e que ao entrar no veículo, o motorista perguntou a forma de pagamento. “Eu respondi que era em dinheiro, mas que não era um valor alto”, disse.
Logo após, o motorista decidiu parar em um posto de gasolina, mas Anderson informou que estava atrasado para o trabalho. “Foi aí que o motorista se estressou e disse que me tiraria do carro no tapa. Eu não baixei a guarda e disse que se ele fosse homem me batesse naquele momento, mas ele prosseguiu a viagem”.
Anderson reforçou que durante o percurso até o trabalho, o condutor foi proferindo ameaças e Anderson foi rebatendo o motorista pedindo respeito. “Eu disse que não era nenhum marginal e que queria ser respeitado”.
O motorista ao chegar na antiga Amélia Rosa, no bairro da Jatiúca, disse que Anderson era “da turma da lacração” e que a turma estava com os dias contados. “Ele disse que éramos minoria".
Anderson afirmou que rebateu o motorista e disse que o condutor estava trazendo uma conotação sexual contra ele. De acordo com Anderson, logo após ele descer do veículo, o motorista ficou na porta do trabalho gritando.
“Desci do carro pedindo um auxílio à Polícia Militar para que retirasse o rapaz do meu trabalho e fui fazer um boletim de ocorrência”, contou. O alagoano enfatizou que estamos no mês de combate à lgbtfobia e que ele não vai se calar. “Doeu em mim, mas eu sabia dos meus direitos e quis levar esse caso para frente, mas não é fácil. O que me conforta é saber que tenho recebido apoio. Não vou deixar de denunciar porque outras pessoas podem ser vítimas disso”.
Na manhã desta quinta-feira (09), Anderson foi até a Semudh oficializar a denúncia. “Tive muito apoio de todos que me ouviram e acolheram. Agora, o caso vai para o Ministério Público”.
