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Em entrevista, Rodrigo Cunha sobe o tom, critica deputados e Dantas: “não sou marionete de ninguém”

Lula Vilar|
Senador Rodrigo Cunha
Senador Rodrigo Cunha / Foto: Reprodução/Internet

Em entrevista ao programa Na Mira da Notícia, na 96 FM, o senador e pré-candidato ao governo de Alagoas, Rodrigo Cunha (União Brasil), subiu o tom das críticas aos adversários e, em um ataque ao grupo majoritário dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, disse que o Executivo estadual está sendo comandado por aqueles que “fizeram um acordão com o governador-tampão”. 

 

O senador Rodrigo Cunha resolveu “reverberar” as alfinetadas de sua provável vice, na chapa majoritária, a deputada estadual Jó Pereira (PSDB), que – no parlamento estadual – não cansa de chamar o governador Paulo Dantas de “tampão”, numa forma de carimbar o peso da influência dos atuais deputados estaduais, em especial Marcelo Victor (MDB), no Palácio República dos Palmares. 

 

Uma das falas de Cunha até chama atenção. Ele disse que “Alagoas até avançou nos últimos anos, mas está prestes a dar saltos para trás”. Seria uma forma de reconhecer feitos da gestão do ex-governador Renan Filho e, ao mesmo tempo, separar do que vem sendo feito na atual administração de Paulo Dantas (MDB)?

 

Cunha de fato buscou separar a administração de Renan Filho da de Dantas para afirmar que “a partir do momento em que o governo de Alagoas é administrado pelos deputados que fizeram um acordão com o governador-tampão, é uma preocupação que todos nós temos. Isso seria regredir e é o que não irei permitir”. Ele segue: “Vou me dedicar ao máximo para que as pessoas acreditem e acompanhem essa construção, que é feita ouvindo as pessoas e não dentro de gabinete ou guiada. Eu não sou marionete de ninguém", criticou.

 

Se Cunha acha que de um lado há excessos de influências e fisiologismos, ele não pode esquecer – em sua postura de bom-mocismo – que o grupo político do qual faz parte também tem suas estratégicas tão fisiológicas quanto e podem também cobrar o preço. É inegável a influência do deputado federal Arthur Lira (Progressista) na montagem da chapa majoritária, o que também vai render nacos no governo em caso de êxito de Cunha. 

 

Além disso, a eleição de Cunha ao governo pode ser acompanhada do “combo Caldas”: no bloco político do senador, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PSB), também pensa em expansão de tentáculos aos moldes quase que semelhante ao que fazem os Calheiros: fazer a mãe Eudócia Caldas uma senadora, fazer o pai João Caldas um deputado federal e o irmão Doutor JAC um deputado estadual. No fisiologismo, aliados querem sempre nacos de poder. É assim na Assembleia, é assim alhures. 

 

Se Rodrigo Cunha terá autonomia total diante de tantas forças políticas que se aproximam dele, aí é outra história.

 

É válido lembrar que o êxito da fabricação de Paulo Dantas incluiu negociações, alianças e partes do poder em nome de uma hegemonia política em Alagoas. Do lado de Cunha, há quem tenha o mesmo raciocínio...

 

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