A Polícia Civil de Alagoas convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (06) para conceder mais detalhes sobre o furto no apartamento do influenciador digital Carlinhos Maia. A PC informou que vai criar uma comissão especial para trazer o resultado. Integram a comissão os delegados Lucimério Campos e Robervaldo Davino. A polícia também não descarta a atuação de um grupo criminoso especializado em furtos.

Sobre a possível atuação de um grupo criminoso que atue em outros estados do Brasil, a PC diz que os suspeitos conheciam o local e sabiam que lá era a residência do influenciador. “Foi um trabalho bem organizado. Eles se organizaram para extrair os bens do Carlinhos. É possível que haja a participação de pessoas de fora do estado, mas não podemos confirmar nada”.

Os delegados comentaram que o casal suspeito teve uma preparação para invadir o apartamento. Lucimério enfatiza que o crime não foi cometido com ‘desleixo’. “Eles estavam trajando roupas que ocultavam a identidade deles. Além disso, eles também se aproveitaram dos pontos cegos do edifício. Isso já mostra que é especialidade de um grupo criminoso". 

O delegado Lucimério afirmou que a polícia precisa de tempo para trabalhar e encontrar os suspeitos. “Temos uma equipe. Pedimos paciência para a vítima e para a imprensa que tem necessidade de passar informações. Trabalhamos em rotação diferente por causa da técnica de cada um”.

O delegado também disse que os vestígios estão sendo analisados e que as imagens estão sendo vistas várias vezes. “O que pode nos trazer a autoria do crime já está sendo analisado. Eles se prepararam e isso dificulta o reconhecimento facial, já que as imagens trazem poucas semelhanças". 

Já o delegado Gustavo Xavier afirmou que esse tipo de furto não é incomum no Brasil. “Temos grupos criminosos que fazem isso constantemente”. No entanto, a repercussão deste caso está maior.

“Nós precisamos identificar quem tramou esse furto dos bens de alto valor. Vamos identificar as pessoas responsáveis por esse crime, mas estamos tendo cautela. Não podemos pedir prisão sem uma informação concreta”, comentou Xavier.

Os delegados voltaram a destacar que o caso do Carlinhos Maia foi algo preparado e não de ocasião. Eles também reforçaram que não houve operação específica para esse caso. A Polícia Civil voltou a dizer que têm suspeitos, mas que só vão divulgar no momento oportuno.