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Na pesquisa espontânea do Data Sensus, 77,2% dos eleitores dizem não ter decidido em quem votar

Lula Vilar|
Urna eletrônica
Urna eletrônica / Foto: Reprodução

Dentre os números apresentados pelo Instituto Data Sensus, no dia de ontem, sobre a disputa pelo governo do Estado de Alagoas, um dos cenários me chamou a atenção: a pesquisa espontânea, que é quando é indagado ao eleitor em quem ele vota para o governo do Estado, mas não são apresentados os nomes.

 

É natural, em qualquer pesquisa desse tipo, que os índices de intenção de votos de todos os candidatos sejam reduzidos. Afinal, o eleitor é obrigado a lembrar do candidato, diferente da estimulada, cujos nomes postos já se encontram ali. Então, não é a redução dos índices que são questionáveis, mas sim a discrepância.

 

É gritante a diferença entre o cenário estimulado apresentado pelo DataSensus e o espontâneo. Mas, isso não quer dizer que seja erro. Ao contrário. O Instituto DataSensus apresenta dados factíveis que tendem a corresponder ao retrato do momento. 

 

Inclusive, tais números corroboram com algo que já escrevi aqui: entre os pré-candidatos postos é difícil enxergar uma liderança natural e há uma enorme crise de representatividade. Logo, vejo a pesquisa do Data Sensus como correta em sua metodologia e nas suas amostragens.

 

Logo, sem ter os nomes apresentados e com lideranças questionáveis, é normal que o eleitor não lembre de alguém com o qual se identifique. Eis o resultado: 77,2% não possuem um candidato, não lembram de nenhum nome, não decidiram, enfim... 

 

Eles (os eleitores) só migram para uma pré-candidatura no cenário fechado, quando estabelecem para si critérios para avaliação dos nomes postos. Entre esses critérios está aquele em que pensamos: “Qual é mesmo o menos ruim?”. 

 

Na espontânea, o governador tampão do Estado de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), tem apenas 9,2% e é o líder da pesquisa. O senador Rodrigo Cunha tem 5,2% e o ex-prefeito de Maceió fica com 2,4%.

 

É risível. Eis os nossos “representantes”...

 

No mais, os dados da espontânea – como se observa pelos números apresentados – não servem para saber quem de fato lidera a corrida, uma vez que só se chega a isso pela estimulada. 

 

Espero que não haja candidato que passe a vergonha de comemorar os dados da espontânea... Mas, como tudo pode virar narrativa...

 

Já a pesquisa estimulada mostra – como destaquei em postagem anterior – que mesmo havendo um primeiro colocado, se encontra tudo embolado. Hoje, a eleição é totalmente aberta. Pela pesquisa, não há certeza sequer de quem de fato estaria no segundo turno. 

 

Na estimulada, portanto, os três principais pré-candidatos possuem o que comemorar, pois se tornaram competitivos. Agora, precisam traçar as estratégias para ampliarem seus próprios números.

 

A pesquisa foi realizada pelo DataSensus, em parceria com o site Política Alagoana. Foram feitas 5 mil entrevistas nos 102 municípios. A margem de erro é de 1,4%. Número de identificação na Justiça Eleitoral: AL-1243/2022.

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