O problema já é conhecido pelo governador Klever Loureiro, que fica no cargo por 30 dias.

Em dezembro, quando assumiu a cadeira de Renan Filho por uma semana, ele até tentou se mexer no labirinto de decisões judiciais favoráveis aos servidores públicos e não cumpridas, mas foi aconselhado a não dar sequência à iniciativa.

Agora, já conhecendo o tema e com a força da caneta de governador legítimo e incontestável, ainda que interino, ele tem a chance de fazer um pente fino nessas decisões. Gente competente não falta para tocar uma ação mais efetiva.

Na posse, Klever Loureiro afirmou que vai manter um canal de negociação com os servidores. Evidentemente através das entidades de classe, que, aliás, já se mobilizam para cobrar a correção dos enquadramentos dos servidores nos novos planos de carreira.

As reclamações são muitos e já aguardadas, até porque foi muito curto o prazo para que o governo fizesse o correto enquadramento, considerando as qualificações de cada servidor. A coisa tem tudo para pegar e provocar muito ruído.

Se a questão não for levada adiante pelo governador, já agora, fatalmente o Judiciário será acionado mais uma vez (com desgaste para o Palácio e para o TJ).

No ritmo, é verdade, que os prejudicados – ou que assim se sentem – já conhecem e condenam. A imagem do Judiciário, por óbvio, não é boa quando se trata da sua “celeridade” e da sua efetividade – no cumprimento das próprias decisões.

Como não há tempo de se desenvolver um plano de governo que mereça este nome, Klever Loureiro pode ao menos se debruçar sobre a questão, que é o dia a dia da sua atividade funcional – a justiça.

Poucos tiveram na vida uma chance tamanha.