Um levantamento realizado pela Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (31) mostrou que Maceió registrou alta, nas últimas seis semanas, no número de crianças e adolescentes com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Maceió está entre as 12 capitais que registraram alta. Os dados referem-se a pessoas com idades entre 0 e 19 anos.
Das 27 capitais, 1 integra macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico (São Luís) e 4 estão em macros em nível epidêmico (Belém, Cuiabá, Natal e Palmas). Já Maceió está entre as 20 capitais que estão em nível alto de casos de SRAG em crianças e adolescente.
Além da capital alagoana, as cidades de Aracaju, Boa Vista, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Manaus, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Teresina e Vitória também registraram alta.
De acordo com os indicadores de transmissão comunitária, apenas 5 capitais integram macrorregiões de saúde que apresentam incidência de casos semanais abaixo do nível considerado alto, e nenhuma capital encontra-se em macrorregião em nível extremamente alto.
"No agregado nacional observa-se cenário de queda em todas as faixas etárias da população, exceto nas crianças de 0-4 a 5-11 anos que mantém sinal de crescimento acentuado desde o início de fevereiro de 2022, período de retomada o ano letivo", diz a Fiocruz.
Quando se fala em crescimento desses casos em todo o Brasil, a alta expressiva de casos de SRAG nessa população pode estar associada aos casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de 0-4 anos. Segundo a instituição houve também interrupção de queda nos casos associados ao vírus da Covid-19 e aumento de casos associados a outros vírus respiratórios na faixa de 5-11 anos.
"Dados laboratoriais preliminares sugerem que, no grupo de 0-4 anos, o crescimento expressivo a partir de fevereiro possa estar associado a um aumento nos casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) desde o início do mês de fevereiro, período de retomada do ano letivo. Já na faixa etária de 5-11 anos os dados laboratoriais preliminares sugerem interrupção de queda nos resultados positivos para SARS-CoV2 (COVID-19) ao longo desse mesmo período, e aumento na detecção de outros vírus respiratórios no mês de março, diferentemente do que se observa nos demais grupos etários", afirma a Fiocruz.