Ricardo Mota
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Terceirização do suicídio: Chico Tenório e Marx Beltrão vão para o PP de Arthur Lira

Ricardo Mota|
Deputado Chico Tenório
Deputado Chico Tenório / Agência Câmara

Não é uma questão ideológica, de convicção partidária, até porque poucas são as legendas que se distinguem por algo, e elas estão à direita ou à esquerda. 

O que conta na reta final do prazo de filiação partidária é a sobrevivência política – pura e simplesmente. O cálculo é aritmético e não pode dar zero nem negativo para os calculistas.

Como já dissemos: nessa seara o suicídio é terceirizado.

Ainda teremos algumas surpresas, nesta semana, no salto sem saudades através da janela da infidelidade partidária. Sai-se de um lado para outro, e se em ambos a paisagem parece igual, o que se busca é chegar do “lado de cá” – ainda que nós não consigamos enxergar.

Por enquanto, aqui vão mais dois mutantes partidários: Chico Tenório, eleito deputado estadual pelo PMN, não topou seguir sua turma na Assembleia e cumpriu o prometido: foi parar no PP, de Arthur Lira. O MDB, para onde ele iria, formou o que já se chama no meio político de Chapão da Morte (a candidatura de Tio Rafa a estadual já “morreu” antes de chegar à praia). 

O mesmo caminho segue Marx Beltrão, deputado federal, que deixa o PSD para se aninhar numa das legendas de propriedade do presidente da Câmara Federal.

 

SOBRE O AUTOR

Jornalista, escritor e músico.

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