Moradores, bombeiros e agentes da Defesa Civil lutam contra o tempo em busca de sobreviventes no Morro da Oficina, no bairro Alto da Serra, em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Ao menos 94 mortes foram confirmadas até o início da noite de hoje.
Parte da encosta deslizou ontem (15) em decorrência do temporal que atingiu a cidade e destruiu ao menos 80 casas —ainda não há estimativa de quantas pessoas foram soterradas.
Ao longo da madrugada esta quarta-feira (16), moradores se dividiram em grupos para escavar a lama e encontrar vizinhos e familiares. Durante o dia, a Defesa Civil dos municípios de Magé e Duque de Caxias se uniu ao resgate e retroescavadeiras ajudaram a liberar o caminho e intensificar as buscas.
Subiu para 94 o número de mortes em decorrência do forte temporal. Entre as vítimas, há oito crianças, de acordo com informações da Defesa Civil. As identidades dos mortos ainda não foram divulgadas.
As autoridades disseram ainda não ter estimativa do total de desaparecidos. Há mais de 300 desabrigados e até a noite desta quarta (16), ao menos 24 pessoas haviam sido resgatadas com vida.
A Defesa Civil divulgou que o temporal foi o pior registrado em Petrópolis desde 1932, mesmo ano em que a medição começou a ser feita pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Num intervalo de três horas, choveu mais do que o esperado para todo o mês de fevereiro. Casas foram destruídas, carros foram levados e corpos de vítimas foram encontrados apenas depois que a água abaixou. O governador Cláudio Castro (PL) descreveu o que viu no local como "cenas de guerra".









