Confesso que não me sinto motivado a dizer qualquer coisa sobre a cadeira de JHC, no espaço instagramável, assim chamado, na Ponta Verde.

Acompanho o noticiário sobre o tema com algum humor - pelo inusitado -, exatamente o que me parece faltar por esses tempos.

Tudo vira Fla x Flu, quando entra nas redes sociais. É energia demais despendida com coisas menores, mas aí vale a lacração (de todo o lado).

Se há uma legislação que precisa ser cumprida, que seja cumprida. O promotor Jorge Dória, um dos que resolverem mexer com a cadeira de JHC, abriu um procedimento para analisar o caso (seria, na verdade, sobre o fechamento de uma rua, na Ponta Verde).

Fato concreto e objetivo, o “debate” sobre a cadeira de JHC deu ao prefeito muito mais do que fúrias e amores nas redes sociais, onde ululam políticos, pessoas normais e outras carregadas de ais. 

Como a propaganda é a alma do negócio, eis que a cadeira virou um “símbolo”, pobre, do verão – para o bem e para o mal –, na administração municipal. Quanto mais polêmica, mais exitosa será a ação de marketing.

Um exagero, é verdade, mas bem próprio desses tempos infantilmente belicosos.

É saber: quem será o próximo a mexer com a cadeira de JHC?