Como o blog já contou, aqui, muitos palacianos consideram que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor, é dono de um apetite – político – voraz.

Apontam: ele quer ficar com o governo do Estado, a vaga de desembargador do TJ – do quinto constitucional – e com a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas que pertenceu a Cícero Amélio, aposentado em agosto de 2020.

A cadeira de governador, já está no roteiro, será de Paulo Dantas, o tampão escolhido por MV para estancar o poder do grupo de Renan Filho.

A vaga de desembargador ainda depende de um longo processo, em três etapas, a começar pela votação direta dos advogados.

E o TC?

Objeto do desejo de tantos do ramo - é casa, comida, roupa lavada e pra fazer, nada -, está reservada, nos planos victorianos, a Paulo Dantas, em caso de derrota nas urnas governamentais (seria uma espécie de seguro contra perdas e danos).

Mas o Palácio não perdeu as esperanças de ficar com a cadeira que de Amélio foi.

Nomes não faltam: Fábio Farias, o mais hábil secretário de Renan Filho; George Santoro, o homem que sabe calcular; e até o primeiro-tio, Olavo Calheiros, que teria na “corte de contas” uma ponte para uni-lo, mais uma vez, ao sobrinho ingrato.

E seria uma espécie de prêmio de consolação para quem poderia ter tanto, mas que perdeu o encanto.