Com o aumento de casos de síndromes gripais em Maceió, cresceu também a incerteza sobre a realização dos eventos já programados para ocorrer na cidade, entre eles o carnaval 2022, promovido pela Prefeitura de Maceió.
De acordo com a assessoria da Prefeitura de Maceió, a definição sobre os festejos deverá sair até o final do mês de janeiro. No ano passado, o município chegou a confirmar a realização da festa, mas ressaltou que toda programação está sujeita a mudanças e dependerá da situação sanitária e de possíveis decretos vigentes no período.
No mesmo período, o município também lançou um edital para beneficiar escolas de samba locais, visando a realização de ensaios e apresentações artísticas como forma de fortalecer esse segmento e difundir o gênero musical para o Carnaval de 2022.
A programação era que as prévias em Maceió ocorressem como nos anos anteriores com a distribuição dos blocos e eventos acontecerá da mesma forma dos anos anteriores, ocorrendo, na sexta-feira, o Jaraguá Folia e, no sábado, o desfile do Pinto da Madrugada com os demais blocos integrantes da Liga Carnavalesca de Maceió, exemplo das Pecinhas, Bloco do Rei e Turma da Rolinha. No domingo, também na orla, desfilaria o Bloco Vulcão, da Polícia Militar de Alagoas.
O aumento dos casos de síndromes gripais tem superlotado as unidades de saúde na capital e também no interior. Após meses com o número de ocupação de UTI em queda, Alagoas voltou a registrar um crescimento na ocupação dos leitos, o que fez ascender um alerta.
Ocupação de leitos
A ocupação de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) chegou a 61%. A informação é do do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgado nessa terça-feira (03).
Em Maceió, a ocupação é de 78%. Alguns estados já estão registrando esse crescimento das internações por covid.
De acordo com o levantamento da Sesau, de 62 leitos de UTI no Estado, 40 são em Maceió e 22 no interior. Do total, em Maceió, 28 estão ocupados; já no interior, sete estão ocupados, totalizando 32% dos leitos estão ocupados.
Sobre os leitos clínicos, ao todo, são 110, sendo que 41 estão ocupados. Dos 54 leitos na capital, 32 já estão sendo utilizados por pacientes.
