Ricardo Mota
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Secretários estaduais são excluídos das pazes entre Luciano Barbosa e os Calheiros

Ricardo Mota|

O que chamou a atenção no “grande encontro de Arapiraca”, na parte que coube ao governo do Estado, foi a declaração de amor recíproca entre o prefeito Luciano Barbosa e os Renans Calheiros – pai e Filho.

Reataram, publicamente, em grande estilo, apesar de o prefeito de Arapiraca ser, hoje, amigo de infância do deputado federal Arthur Lira, que o apoiou contra seus antigos aliados.

Mas tudo faz parte do mesmo jogo, cujas regras têm a flexibilidade que for necessária.

Nem tudo, porém, são flores para os governistas: os secretários Alexandre Ayres e Fábio Farias foram excluídos da pacificação afetiva, nem mencionados foram por Barbosa, que lhes guarda a mais profunda das mágoas - ele  atribui a ambos as causas do seu sofrimento (junto com seus familiares). Uma injustiça, pelo que seu seis, apesar de imaginar que é conveniente para o prefeito “pensar” assim (?).

Sobrou até para o médico José Wanderley, que atuou em meio ao tiroteio político - como dirigente do MDB estadual.

É claro que aqui, mais do que em outra área, o “imortal enquanto dura” dura menos do que uma borboleta-de-piracema, espécie com menor tempo de vida.

SOBRE O AUTOR

Jornalista, escritor e músico.

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