O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se desfiliou nesta quarta-feira (15) do PSDB (Partido da Social Democracia) após 33 anos atuando na sigla, desde sua formação, em 1988.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, Alckmin se despediu com uma carta de desfiliação entregue ao diretório municipal do PSDB. Em publicação no Twitter, ele agradeceu os colegas de partido e disse que deve anunciar em breve os próximos passos.

A informação de que Alckmin deixaria o PSDB foi divulgada em maio. Naquele mês, ele avisou a aliados que deixaria a legenda, hoje dominada pelo governador de São Paulo, João Doria. A gota d'água para a desfiliação, segundo a Folha, foi a filiação ao PSDB do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia. Sua entrada indicou uma possível candidatura de Garcia ao governo do estado pela sigla em 2022, excluindo a possibilidade de Alckmin disputar o cargo.

Notícias de bastidores dão conta de que Alckmin está conversando com o PT sobre a possibilidade de integrar uma chapa presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva. O petista seria candidato a presidente e Alckmin seria vice nas eleições de 2022. Em novembro, durante reunião com líderes sindicais, o ex-governador de São Paulo admitiu a possibilidade da chapa. A ideia inicial era que ele saísse do PSDB e entrasse no PSB, que o indicaria a vice de Lula.

Alckmin ainda não disse a qual legenda deve se filiar.