A história do Centrão não é única, assim como os partidos que o formam.
Inicialmente, o grupo surgiu na Constituinte de 1988, reunindo integrantes de várias legendas de centro e de direita, formando uma maioria importante para definir o texto da Constituição, que estava sendo escrito.
O agrupamento de hoje, conhecido por ser governista em qualquer governo, tem origem de forma organizada em 2014, sendo identificado pelo fisiologismo dos parlamentares que o integravam e integram.
A grande maioria, quase que a unanimidade, faz parte do chamado baixo clero – deputados e senadores sem grande expressão ou reconhecimento da imprensa nacional -, que ganhou destaque força e destaque como nunca no atual governo.
Até porque Bolsonaro é o primeiro presidente da República do Centrão, propriamente, e faz uma dobradinha do barulho com o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira.
Adeus, periferia do poder!
Todos os ex-presidentes da democracia, ressaltemos, distribuíram cargos e bônus com os parlamentares do Centrão (eleitos quase sempre em redutos de votos contados e garantidos, sem preocupação com a chamada opinião pública). Só Bolsonaro, no entanto, é autenticamente um deles.
O presidente atual pode se reeleger, sim, afinal de contas já parte com 25% do eleitorado (os bolsonaristas já existiam antes dele), mas seja qual for o escolhido pelo povo brasileiro, o Centrão será da base governista e vai levar alguma ajuda.
Ter ou não a presidência pode não fazer diferença para a turma, que já carregará, no entanto, a experiência de ter um dos seus sentado na principal cadeira do Palácio do Planalto.