Maceió tem um termo de ajustamento de conduta (TAC) para os festejos privados do réveillon 2022, que define as responsabilidades de cada órgão público com poder de fiscalização, assim como dos organizadores envolvidos, na realização dos eventos de fim de ano para garantir o cumprimento das normas sanitárias e de segurança, higiene, limpeza e fluidez do trânsito nas localidades onde houver as festas.

Mas o cancelamento das festas públicas e as novas notícias sobre uma nova variante da Covid-19 podem afetar a procura do público pelas festas privadas. Esse entendimento é dito por duas empresas que organizam festas de final de ano na cidade. 

Para os organizadores do Réveillon do Alto, o público estava voltando a sentir segurança e esperançosos com o retorno dos eventos. Agora, com os cancelamentos, a sensação de medo e de insegurança que foi vivenciado nos primórdios da pandemia podem vir à tona e afetar o setor que mais vem sofrendo, o de eventos. 

“Nós, que trabalhamos com evento, precisamos nos reinventar e buscar soluções para poder, assim como todas as outras profissões, viver essa nova realidade. Foi um trabalho de formiguinha garantir segurança através de protocolos sanitários e exigências de certas medidas para o público. Com o sucesso da vacinação e de noticias sobre como as coisas estavam finalmente retornando, o público foi se sentindo confortável para retornar. Estamos contentes em voltar a trabalhar e levar um pouco de sorriso nesses tempos, mas, com as novas notícias, o medo retorna: medo do que podemos vir a enfrentar e o sentimentos de incerteza e dúvida em relação a nossa profissão, além da situação de crise econômica”, colocou a organização do Réveillon do Alto

Esse mesmo entendimento também é colocado pelos organizadores do Réveillon Nem Vem. Para eles, apesar de ainda estarmos vivendo em tempos pandêmicos, os protocolos de segurança e a imunização da população trouxeram o sentimento de conforto e de segurança que o setor tanto clamava. Com as novas informações sobre cancelamentos, um misto de sensações toma conta do público e dos produtores, gerando, inclusive, receios sobre o controle da pandemia. 

“Está sendo um alívio vivenciar na prática a realização de um evento depois de 18 meses parados. Essa retomada nos deixa felizes e esperançosos, já que somos um dos setores que mais vem sendo atingidos. No entanto, mesmo diante de tantos desafios de ordem social e econômica, a nossa maior prioridade é a garantia de um evento seguro para todos e não a venda de ingressos”, afirmou a produção do Nem Vem. 

Um dos termos presentes no TAC é que a entrada também será permitida com a apresentação do exame RT-PCR de Covid-19 negativo, realizado em, no máximo, 72 horas de antecedência do dia 31 de dezembro. 

“A segurança e a responsabilidade com o público presente serão nossas prioridades nesta 3ª edição do Réveillon do Alto. Por isso, estamos preparando um esquema de proteção com acesso à álcool em gel em pontos de fácil visualização, além da exigência de máscaras na entrada, onde iremos também aferir a temperatura. Estamos acompanhando as atualizações do cenário atual de pandemia e os decretos governamentais e exigiremos do público a carteira de vacinação física ou através do aplicativo CONECTESUS junto com documento de identificação oficial com foto”, garantiu.