Uma semana depois de tornar imortal a atriz Fernanda Montenegro, a Academia Brasileira de Letras (ABL) admitiu nesta quinta-feira (11) mais um ícone da cultura popular em seus quadros: o cantor Gilberto Gil.

Gil venceu a disputa com 21 votos. Concorreram também o poeta Salgado Maranhão, que recebeu sete votos, e o escritor Ricardo Daunt, que não foi votado. Ainda foram 4 votos em branco e dois nulos. Eleito, o músico passa agora a ser o segundo negro no quadro da academia, que conta somente com o imortal Domício Proença Filho entre suas 40 cadeiras. 

O músico baiano de 79 anos vai ocupar a cadeira número 20, que tem como patrono o médico e jornalista Joaquim Manuel de Macedo e ficou vaga com a morte do jornalista Murilo Melo Filho, em maio de 2020.

Por meio de suas redes sociais, Gil agradeceu a votação. “Muito feliz em ser eleito para a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. Obrigado a todos pela torcida e obrigado aos agora colegas de Academia pela escolha.”

Segundo Marco Lucchesi, presidente da ABL, “a cultura erudita e popular não são inimigas”. “O pássaro precisa de duas asas para voar. Sem uma ele não voa longe.”

O acadêmico Antônio Cícero também celebrou o momento vivido pela ABL. “Estamos todos muito felizes. Gilberto Gil é essa traço de união. Uma agregação permanente capaz de falar com todo o Brasil e o mundo. Ele canta o Brasil e pensa o Brasil. Gil é o diverso, a tolerância”, afirmou o escritor.