Após os abalos sísmicos registrados na última sexta-feira (5) em bairros com problemas de rachaduras e afundamentos de solo em Maceió, decorrentes de atividade de mineração, o  GGI dos Bairros e a Defesa Civil de Maceió receberam um grupo de moradores das regiões afetadas, para discutir detalhes e ouvir reivindicações.

O grupo de moradores que participaram da reunião queria detalhes sobre o evento sísmico e apresentar reivindicações dos moradores fora do Mapa 04 de Linhas e Ações Prioritárias. Entre os pedidos está a inclusão de novas áreas dos bairros num novo mapa de linhas e ações prioritárias e a garantia de que os moradores, caso desejem, possam ser realocados e indenizados por serem atingidos psicologicamente e economicamente pelo problema.

“Nós não conseguimos dormir direito com medo que um novo tremor aconteça. Eu mesmo que tinha um consultório fora do Mapa 04 tive que fechar o meu negócio porque perdi todos os meus clientes, que tinham medo de vir ao Pinheiro”, relatou Andréa Alpoin.

O coordenador da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, destacou que o órgão precisa de confirmação científica de que os problemas do entorno do Mapa 4 tem ligação com o afundamento causado pela mineração de sal-gema.

“Nada do que foi dito sobre o microsismo da última sexta-feira foi com base em achimos. Tudo que falamos foi com base nas leituras dos nossos equipamentos. Nós vamos realizar novas vistorias nesses imóveis que registraram o tremor e vamos buscar novas evidências que precisam ser estudadas para que a gente possa se posicionar”, explicou o coordenador.

O coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros, Ronnie Mota, afirmou que a Prefeitura de Maceió mantém a atuação firme no caso, e que o tremor da última semana é um fato novo trazido à discussão.

Na última sexta-feira (5),  moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió, relataram que sentiram um tremor de terra, a Defesa Civil Municipal já havia identificado, anteriormente, um abalo sísmico no bairro do Mutange.

Conforme o órgão, o abalo sísmico durou 12 segundos e foi de Magnitude Local (Equivalente a Richter) de 1,41 a uma profundidade de aproximadamente 200m às 11h23, no bairro do Mutange.  O tremor ocorreu num local, próximo ao prédio histórico do Hospital José Lopes, onde a Braskem atuava fechando um de seus poços.

No fim do dia,  a Defesa Civil determinou que a Braskem interrompesse os trabalhos de perfuração nas áreas das minas, que estavam sendo preenchidas no referido bairro. A mineradora foi informada da decisão durante uma reunião que ocorreu durante a tarde.

 

*Com Assessoria