O senador Renan Calheiros (MDB) declarou, nesta segunda-feira (25), que o relatório final da CPI da Covid terá a inclusão de um pedido de medida cautelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenha suas contas banidas das redes sociais que participa.
Segundo o Jornal Folha de São Paulo, o relator da CPI da Covid disse também que o relatório pedirá o indiciamento de mais oito pessoas. A previsão é de que o documento seja votado nesta terça-feira (26) pelos senadores da comissão.
O pedido de banimento de Bolsonaro das redes sociais, acontece após o presidente associar a vacina contra Covid-19 à Aids, durante uma live transmitida na última quinta-feira em suas redes. O Facebook e o Instagram derrubaram o material por conta das informações falsas e na noite desta segunda-feira (25), o Youtube derrubou a referida live e suspendeu o canal do presidente por sete dias.
"Vou pôr em votação para que Bolsonaro seja excluído das redes, assim como aconteceu com o Trump [Donald, ex-presidente dos EUA]. Bolsonaro não muda, continua fazendo as mesmas coisas", disse Renan à Folha.
Renan informou que oito novos indiciamentos serão inclusos no relatório da CPI da Covid. Os oito novos envolvidos no relatório serão o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Helio Angotti Neto; a servidora e fiscal contrato da vacina Covaxin, Regina Célia de Oliveira; tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador de logística do Ministério da Saúde; do coronel Marcelo Bento Pires, que feito lobby pela compra da Covaxin; coronel Hélcio Bruno, que teria intermediado a negociação de vacinas; Heitor Freire de Abreu, atualmente no Ministério da Defesa; José Alves, dono da Vitamedic; e Antonio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida.










