Nesta terça-feira (28), enquanto inaugurava obras na cidade de Teotônio Vilela, base eleitoral do deputado federal Arthur Lira, o presidente Jair Messias Bolsonaro talvez não tenha sido informado que há poucos quilômetros dali um verdadeiro caos era enfrentado  por motoristas, moradores e pedestres da cidade de São Miguel dos Campos.

No final do mês de maio o trecho urbano da BR 101, que corta a cidade, foi parcialmente destruído por um desmoronamento provocado pelas fortes chuvas. De lá pra cá já se passaram quatro meses e, apesar do esforço da superintendência estadual do DNIT em resolver o problema, a obra vem se arrastando e sem o devido olhar do governo federal.

Uma das categorias mais afetadas com o bloqueio do trecho são os caminhoneiros, a quem o presidente diz ter tanto respeito e admiração. Carretas e caminhões de grande porte estão desviando suas rotas pela cidade de Arapiraca, visto que a estrada vicinal improvisada na cidade de São Miguel não oferece as mínimas condições de tráfego e segurança ao tráfego de veículos pesados.

Enquanto o governo federal ignora a gravidade da fratura exposta na coluna cervical da malha viária brasileira, o governo de Alagoas segue dando manutenção e duplicando as principais rodovias do Estado, a exemplo da AL 110, entre Arapiraca e São Miguel; AL 115 entre Palmeira dos Índios e Arapiraca; AL 220 entre Arapiraca e Delmiro Gouveia; AL 101, entre Maceió e Barra de Santo Antônio, entre outras.

Empolgado por receber a maior autoridade política brasileira em seu principal curral eleitoral, Arthur Lira, pelo jeito, deve ter esquecido de informar ao presidente que ele estava há poucos quilômetros de um dos maiores problemas viários do Brasil - que, pelo visto, parece continuar sem solução.