Período de hegemonia dos mercados permite que grandes corporações e multinacionais decidam onde vão investir

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Países com impostos e tributos menores, além de mão de obra qualificada mais barata, são oportunidades para grandes corporações e multinacionais fundar ou expandir empresas, aponta economista.

Embora o mundo tenha passado por uma crise, assistimos surpresos a economia atingir níveis de crescimento neste último ano. Apesar de quase todos os países do mundo sofrerem retração no PIB, a lista dos bilionários do mundo de 2021, publicada pela Forbes, surpreendeu até os mais pessimistas. 

Além de aparecerem 493 novos nomes na lista, a fortuna de maioria dos que já eram bilionários aumentou. O mercado financeiro vê nesta fase uma oportunidade, fazendo com que grandes empresas e multinacionais tenham mais opções para investir seu capital de uma forma mais eficiente e lucrativa.

 

O mercado atual possibilita as grandes riquezas 

 

De acordo com o levantamento do site de caça níqueis online, Betway, o economista e professor Eduardo Fagani explica que o próprio formato do mercado possibilita o aumento da fortuna das grandes empresas e bilionários.

A geração das riquezas atualmente não vem em sua maioria da produção de mercadorias físicas. O mercado está marcado pelo aumento das criptomoedas e a valorização dos investimentos em ações, não só no mundo, mas também no Brasil.

Então, a maior parte das fortunas são geradas por universos ativos, capital abstrato e especulação financeira. Por não investir em material físico, existe uma redução de gastos que contribui para um aumento da riqueza, esclarece.

Estamos numa fase de hegemonia dos grandes mercados, possibilitando às grandes corporações a escolha de qual setor e qual país investir. A dinâmica é bem vantajosa para as empresas que buscam o aumento da renda, pois dá aos bilionários o total poder de escolha além dos incentivos necessários. 

Eles buscam países com taxas e tributos menores para abrir ou expandir sua empresa e alcançar quantias

surpreendentes.

 

O aumento dos investimentos no Brasil

 

Os investimentos em ações no Brasil aumentaram consideravelmente desde 2020. O setor que mais se destacou foi o das empresas ligadas ao consumo de lojas físicas de varejo. 

Em maio de 2021, por exemplo, as ações que mais cresceram no Brasil foram as lojas Marisa, Renner e Hering. Mesmo já registrando um bom desempenho, o mercado de ações da Bolsa Brasileira ainda tem grande potencial de alta. 

Um dos analistas financeiros avaliou que as melhores oportunidades de investimento de ações estão nas empresas de shopping centers, como o Iguatemi, que já teve alta neste ano. Outro setor que está com expectativas altas é o turismo e empresas relacionadas a ele, como as companhias aéreas Gol e Azul, e a rede de agências de viagens CVC.

Por causa da depreciação do real, é a oportunidade perfeita para as multinacionais entrarem no mercado brasileiro. De janeiro a maio de 2021 foram 145 empresas que receberam investimentos ou foram compradas por multinacionais no Brasil, gerando mais de 75 bilhões de reais.

A melhora da economia brasileira mesmo durante a crise vem chamando a atenção das companhias multinacionais, que estão retornando com os investimentos no Brasil.

As empresas que mais investiram no Brasil neste ano de 2021 foram a montadora de automóveis francesa Renault, a gigante marca de alimentos Nestlé. Depois de sofrer o menor nível de investimento de multinacionais em 10 anos, a economia brasileira chegou a 2021 com crescimento de 30% nos investimentos nos cinco primeiros meses do ano, se comparados ao mesmo período de 2020.

 

A alta do mercado financeiro e investimentos

 

O investimento das empresas multinacionais reforça as palavras do economista Eduardo Fagani, como publicado no “O dossiê dos Bilionários”, da Betway. Os setores de serviços financeiros, seguros e tecnologia foram os que mais receberam investimentos de empresas estrangeiras no Brasil.

Além disso, dos 65 bilionários que compõem o ranking dos mais ricos do Brasil, cerca de 25% pertencem a empresas financeiras ou de investimentos. São 16 executivos com fortunas acima dos 9 dígitos que comandam ou pertencem a empresas destes setores.

A lista dos maiores bilionários do mundo também reforça a tendência do investimento cada vez menor na produção de produtos físicos, ficando com a tecnologia e investimentos no mercado financeiro.

Dos 10 mais ricos do mundo, somente dois nomes não são do setor de tecnologia: Sergey Brin, da Rússia, do setor de cosméticos, e Warren Buffett, famoso investidor americano.

O homem mais rico do mundo ainda é Jeff Bezos, dono da Amazon, com fortuna avaliada em 195 bilhões de dólares, seguido do excêntrico CEO da Tesla Motors, Elon Musk, com 'apenas' 2 bilhões a menos que Bezos. 

A fortuna de Jeff Bezos, por exemplo, é maior que o PIB de mais de 130 países, enquanto a soma da fortuna dos 10 homens mais ricos do mundo é maior que o PIB de quase 180 países.

 

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