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Gestão de JHC é alvo da própria base aliada na Câmara de Maceió

Lula Vilar|
João Catunda
João Catunda / Foto: Assessoria

Há opositores ao prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSB), na Câmara Municipal de Maceió? Sim! Porém, as críticas à gestão do prefeito não estão vindo apenas destes. Nos últimos dias, no parlamento-mirim, tem sido comum, de forma gradativa, alguns aliados, que compõem a base governista do chefe do Executivo municipal, subirem o tom.

Recentemente, por exemplo, a reclamação era da ausência de diálogo entre os vereadores e o Executivo municipal. Quase que de forma unânime, os edis diziam que não estavam sendo atendidos em suas reivindicações, indicações e requerimentos.

Eles alegavam até mesmo dificuldades para o acesso a informações básicas que buscavam quando questionados por suas bases eleitorais.

A função desse estreitamento de laços, em tese, era do secretário de governo, Francisco Salles, em parceria com o líder na Casa de Mário Guimarães, o vereador Siderlane Mendonça (PSB), que tem se esforçado para responder aos questionamentos durante as sessões, e se porta como um líder abnegado na defesa dos pontos da gestão.

Como foram muitas as críticas acumuladas, no início do segundo semestre do ano legislativo, JHC nomeou uma pessoa para trabalhar essa interlocução de forma mais efetiva: o assessor executivo da Prefeitura de Maceió, Patrick Correa. Ele já vinha desempenhando esse papel nos bastidores e é um nome que agrada até mesmo os opositores, como o vereador Joãozinho (Podemos), Eduardo Canuto (Podemos) e Leonardo Dias (PSD).

Na terça-feira passada, a gestão de JHC foi mais uma vez alvo na Câmara de Maceió. Quem foi à berlinda foi o secretário de Educação, Élder Maia. Quem o colocou na linha de tiro das críticas foi um dos aliados do prefeito: o vereador e presidente da Comissão de Educação, João Catunda (PSD).

Catunda não chamou atenção apenas por cobranças em relação a melhorias nas escolas para o retorno das aulas presenciais, iniciado na segunda-feira passada, dia 23. Não foi apenas o conteúdo, mas a forma.

O alvo do edil era Élder Maia.

Catunda foi acompanhado por Joãozinho e abriu o flanco para que Silvânia Barbosa (PRTB) – que também é da base governista – reclamasse que não é atendida pelos secretários do governo de JHC.

Em sessões passadas, Barbosa também criticou a atuação da Secretaria de Convívio Social e Segurança Comunitária, comandada por Thiago Prado.

O vereador Francisco Holanda Filho, o Chico Filho (Progressistas), também reclamou da atuação da Prefeitura de Maceió no ordenamento do Centro da cidade. Foi incisivo.

Se as reclamações dos vereadores da bancada governista se faz presente nas sessões pelos motivos por eles apresentados ou por questões de bastidores que as motivam, eis algo que é difícil de se afirmar com certeza. O fato, porém, é que ultimamente a base do prefeito tem sido tão dura nas cobranças quanto a oposição.

Na realidade, ao ouvir o discurso de alguns governistas é de se pensar por qual motivo eles estão poupando o trabalho dos que autodeclarados são opositores.

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