Entrevistado nesta segunda-feira (08), o senador e relator da CPI, Renan Calheiros (MDB//AL) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro deve ser enquadrado em crime de responsabilidade e prevaricação pela condução da pandemia e irregularidades na compra de vacinas.
Segundo Bolsonaro, a perspectiva é que no caso do presidente da República é que ele seja enquadrado em crime de responsabilidade. Mas não só o Bolsonaro. “Ele e outros agentes públicos”.
Renan Calheiros também disse que tem provas suficientes da prevaricação do presidente no caso Covaxin.
“Acho que já há comprovação do crime de prevaricação. Não há nenhuma dúvida. Estamos avançando para recolher suas digitais na negociação da Covaxin, que era a única vacina que Bolsonaro queria. Ele estava pedindo para comprar 20 milhões de doses da Covaxin, enquanto negava 170 milhões de doses da OMS, da Pfizer e do Butantan”, afirmou.
Quando questionado o porquê da CPI da covid não ter quebrado o sigilo da Global Gestão em Saúde, que estaria envolvida no esquema da compra das vacinas, Calheiros disse que “não protege ninguém” e atacou o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano.
“Esse Maximiano é um vigarista contumaz, um caloteiro, um aproveitador do serviço público. Ele participa de mais de 20 empresas. No cruzamento de seus dados com as outras empresas, formam um ajuntamento de mais de empresas em um conluio que nunca se viu aqui em Brasília”, concluiu.
