Caso Roberta Dias: Justiça nega, pela 2ª vez, liberação dos restos mortais para sepultamento; réus serão ouvidos em outubro

Redação|
Roberta Dias
Roberta Dias / Arquivo Pessoal

Em nova audiência de instrução, nesta terça-feira (27), a Justiça negou, novamente, o pedido de liberação dos restos mortais da jovem Roberta Dias para sepultamento. O juiz também remarcou as oitivas dos acusados da autoria do crime, que deverão ser ouvidos no dia 26 de outubro.

 De acordo com os autos do processo, Mary Jane Araújo Santos e Karlo Bruno Pereira Tavares são os acusados pelo crime. Eles respondem por homicídio duplamente qualificado- motivo torpe e recurso que dificultou defesa da vítima- ocultação de cadáver e aborto provocado por terceiros. Ambos serão ouvidos no dia 26 de outubro. 

Segundo a Promotoria de Justiça de Penedo, 16 testemunhas foram relacionadas para o caso e já foram ouvidas.

Na semana passada, o sepultamento da ossada encontrada em abril deste ano, no Pontal do Peba, que foi identificada pela Perícia Oficial como sendo de Roberta Dias, teve o sepultamento adiado. A família havia marcado para o dia 21 de julho, mas a Justiça não autorizou, sob a alegação de que ainda existem prazos a serem cumpridos no processo e para evitar uma possível exumação.

"Indeferido o requerimento do Ministério Público de imediata liberação do corpo para sepultamento tendo em vista que ainda há necessidade de perícia complementar, especialmente porque as partes disseram que pretendem se valer do prazo concedido na decisão de página 4086 para apresentar quesitos e assistente técnico", diz trecho da decisão da Justiça, desta terça-feira (27).

Sobre o caso:

Populares encontraram no dia 18 de abril um crânio em um areal na Praia do Peba, em Piaçabuçu. Três dias depois, em 21 de abril, após saber do achado, a família da jovem resolveu fazer buscar na mesma região e encontrou parte de um esqueleto humano. 

Como foi levantada a suspeita de que esses ossos seriam da estudante Roberta Dias, o setor de DNA do Instituto de Medicina Legal de Arapiraca enviou ao Laboratório Genética do IC amostras de fragmentos de ossos e dentes para o exame de DNA.  Após, a extração do perfil genético desse material, a perita criminal realizou o confronto genético com o material biológico da mãe de Roberta, a senhora Mônica Costa.

Após exames, o Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística de Alagoas confirmou que os restos mortais encontrados em abril, no Pontal do Peba, eram da estudante Roberta Dias. 

Roberta Dias desapareceu no dia 22 de abril de 2012,  após sair de uma consulta médica, em Penedo, onde havia realizado um exame pré-natal.

 

 

 

 

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